{"id":8612,"date":"2020-12-04T16:38:24","date_gmt":"2020-12-04T16:38:24","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/"},"modified":"2020-12-04T16:38:24","modified_gmt":"2020-12-04T16:38:24","slug":"perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/","title":{"rendered":"PERSPECTIVAS BUDISTAS E PSICOL\u00d3GICAS SOBRE A EMO\u00c7\u00c3O E O BEM-ESTAR &#8211; P. Ekman et. al"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\">Perspectivas Budistas e Psicol\u00f3gicas Sobre a Emo\u00e7\u00e3o e o Bem-Estar<\/h3>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Paul Ekman<br \/>\nRichard J. Davidson<br \/>\nMatthieu Ricard<br \/>\nB. Alan Wallace<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>RESUMO<\/strong> \u2014 Estimulado por um recente encontro entre psic\u00f3logos ocidentais e o Dalai Lama sobre o tema das emo\u00e7\u00f5es destrutivas relatamos duas quest\u00f5es centrais: a realiza\u00e7\u00e3o da felicidade duradoura, no qual os budistas tibetanos chamam de sukha, e a natureza de estados e tra\u00e7os emocionais aflitivos e n\u00e3o aflitivos. A perspectiva budista sobre estas quest\u00f5es \u00e9 apresentada, juntamente com a discuss\u00e3o sobre os desafios que a vis\u00e3o Budista levanta com respeito a sua teoria e investiga\u00e7\u00e3o emp\u00edrica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Palavras-Chave:<\/strong> Budismo; percep\u00e7\u00e3o, consci\u00eancia<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O pensamento budista, que surgiu h\u00e1 mais de 2,000 anos atr\u00e1s em culturas asi\u00e1ticas, tem premissas que diferem em aspectos importantes da psicologia moderna. O ramo espec\u00edfico do budismo que consideramos aqui \u00e9 o Indo-Tibetano, uma tradi\u00e7\u00e3o que tivera ra\u00edzes no pensamento indiano e desenvolvida ainda mais pelos te\u00f3ricos do Tibete. \u00c9 uma linha de pensamento que perdura h\u00e1 mais de 1,000 anos. Embora diferentes aspectos da filosofia budista j\u00e1 influenciaram in\u00fameros psic\u00f3logos, seus desafios para a pesquisa sobre a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o amplamente conhecidos. No entanto, algumas perspectivas do budismo, e, por exemplo, descobertas da neurobiologia, se convergem \u2013 sugerindo uma integra\u00e7\u00e3o frut\u00edfera para a pesquisa das emo\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">As l\u00ednguas tradicionais do budismo, como o Pali, o s\u00e2nscrito, e o tibetano, n\u00e3o tem uma palavra para \u201cemo\u00e7\u00e3o\u201d tal como concebemos. Embora discrepantes da investiga\u00e7\u00e3o tradicional da psicologia moderna, que isolou a emo\u00e7\u00e3o como um processo mental distinto que pode ser estudada separadamente de outros processos, o fato \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 termo no budismo para emo\u00e7\u00e3o que seja completamente consistente com o que os cientistas t\u00eam aprendendido sobre a anatomia do c\u00e9rebro. Todas as regi\u00f5es do c\u00e9rebro que tem sido identificadas com algum aspecto da emo\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem sido identificadas com os aspectos de cogni\u00e7\u00e3o (eg, Davidson &amp; Irwin, 1999). Os circuitos que auxiliam as emo\u00e7\u00f5es, e os circuitos que auxiliam a cogni\u00e7\u00e3o s\u00e3o completamente interligados \u2014uma disposi\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica consistente com a vis\u00e3o budista de que estes processos n\u00e3o podem ser separados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">N\u00f3s escolhemos duas quest\u00f5es centrais &#8211; a conquista da felicidade duradoura e a natureza das emo\u00e7\u00f5es aflitivas -, para ilustrar a utilidade de se considerar a perspectiva budista no trabalho sobre a emo\u00e7\u00e3o. Dado o espa\u00e7o permitido, ao inv\u00e9s de oferecermos uma discuss\u00e3o completa sobre o assunto, apresentaremos exemplos ilustrativos para poss\u00edveis campos de pesquisa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Este artigo \u00e9 um esfor\u00e7o colaborativo dos [cientistas] budistas Matthieu Ricard e B. Alan Wallace e dos psic\u00f3logos Paul Ekman e Richard J. Davidson. Nosso relat\u00f3rio nasceu de um extraordin\u00e1rio encontro com Sua Santidade o Dalai Lama, em Dharamsala, \u00cdndia, em mar\u00e7o de 2000, que teve como foco as emo\u00e7\u00f5es destrutivas.\u00b9 Os autores budistas escreveram a se\u00e7\u00e3o intitulada \u201cA Vis\u00e3o Budista\u201d, e os psic\u00f3logos escreveram sobre os rumos da teoria e pesquisa sobre o tema. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">ALCAN\u00c7ANDO A FELICIDADE DURADOURA<\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A Vis\u00e3o Budista <\/span><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">De forma similar, tanto os Budistas quanto os psic\u00f3logos, acreditam que as emo\u00e7\u00f5es influenciam fortemente o pensamento, palavras e a\u00e7\u00f5es das pessoas, e que, \u00e0s vezes, elas tamb\u00e9m as ajudam em suas buscas de prazeres e satisfa\u00e7\u00f5es transit\u00f3rias. No entanto, a partir de uma perspectiva budista, algumas emo\u00e7\u00f5es conduzem a uma felicidade genu\u00edna e duradoura, enquanto outras n\u00e3o. Um termo budista para tal felicidade \u00e9 \u2018sukha\u2019, que pode ser definido neste contexto como um estado de florescimento que surge de um equil\u00edbrio mental e de um insight sobre a natureza da realidade. Ao inv\u00e9s de uma emo\u00e7\u00e3o passageira ou um humor engatilhado por est\u00edmulos sensoriais ou conceituais, sukha \u00e9 um tra\u00e7o est\u00e1vel que surge de uma mente em um estado de equil\u00edbrio e implica numa cognosc\u00eancia n\u00e3o estruturada conceitualmente e sem qualquer filtragem sobre a verdadeira natureza da realidade. Muitos budistas contemplativos afirmam ter experienciado sukha, que se desenvolve como resultado de treinamentos continuados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Da mesma forma, o conceito budista de duhkha, frequentemente traduzido como \u201csofrimento\u201d, n\u00e3o \u00e9 simplesmente uma sensa\u00e7\u00e3o desagrad\u00e1vel. Em vez disso, se refere mais profundamente a uma vulnerabilidade b\u00e1sica ao sofrimento e \u00e0 dor devido a uma m\u00e1 compreens\u00e3o da natureza da realidade. (Os termos sukha e duhkha s\u00e3o do s\u00e2nscrito, uma das l\u00ednguas prim\u00e1rias da literatura budista).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Como sukha \u00e9 realizado? Budistas acreditam que a transforma\u00e7\u00e3o radical da consci\u00eancia necess\u00e1ria para alcan\u00e7ar sukha pode ocorrer por um treinamento cont\u00ednuo em aten\u00e7\u00e3o, equil\u00edbrio emocional, e mindfulness\u00b2, para que se possa aprender a distinguir entre o modo como as coisas s\u00e3o na medida que aparecem aos sentidos e os conceitos sobrepostos que projetamos sobre elas. Como resultado de tal treinamento, passa-se a perceber o que se apresenta aos sentidos, incluindo os pr\u00f3prios estados mentais, de uma forma mais pr\u00f3xima de sua verdadeira natureza, n\u00e3o distorcida pelas proje\u00e7\u00f5es habituais que mal-interpretam a realidade. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Tal treinamento resulta n\u00e3o s\u00f3 na altera\u00e7\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es fugazes mas tamb\u00e9m conduz a mudan\u00e7as no humor e pode at\u00e9 acabar em modifica\u00e7\u00f5es no pr\u00f3prio temperamento. Por mais de dois mil\u00eanios, praticantes do budismo t\u00eam desenvolvido e testado formas de, gradualmente, cultivar emo\u00e7\u00f5es que conduzem a busca de sukha e a libertar-se de outras emo\u00e7\u00f5es que s\u00e3o prejudiciais para essa busca. O ideal aqui n\u00e3o \u00e9 simplesmente alcan\u00e7ar a felicidade individual em isolamento dos outros, mas incorporar o reconhecimento de uma profunda afinidade com todos os seres, que compartilham o mesmo anseio de estar livre do sofrimento e encontrar um estado duradouro de bem-estar.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Duas Linhas de Pesquisa <\/span><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Come\u00e7amos a examinar os praticantes budistas altamente experientes, que presumivelmente alcan\u00e7aram sukha, para determinar se esse tra\u00e7o se manifesta na sua atividade biol\u00f3gica durante os epis\u00f3dios emocionais (Lutz, Greischar, Rawlings, Ricard, &amp; Davidson, em vias de publica\u00e7\u00e3o) ou aumenta a sua sensibilidade \u00e0s emo\u00e7\u00f5es de outras pessoas, e para ver como seu estilo interativo pode transformar a natureza das intera\u00e7\u00f5es conflituosas. Tal estudo dos praticantes mais experientes do budismo pode mudar, no m\u00ednimo, o conceito da psicologia sobre o que alguns seres humanos s\u00e3o capazes de alcan\u00e7ar. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Outra poss\u00edvel \u00e1rea de pesquisa diz respeito \u00e0 confiabilidade dos auto-relatos sobre estados mentais. Embora grande parte da pesquisa sobre emo\u00e7\u00f5es presume que os sujeitos submetidos a pesquisa e nossos pacientes durante a psicoterapia podem facilmente relatar suas experi\u00eancias subjetivas atrav\u00e9s de question\u00e1rios e entrevistas, descobertas at\u00e9 o momento mostram que a maioria das pessoas relatam apenas a mais recente ou a mais intensa de suas experi\u00eancias emocionais (e.g., Kahneman, Fredrickson, Schreiber, &amp; Redelmeier, 1993; Rosenberg &amp; Ekman, 1994) e est\u00e3o sujeitos a vieses. A investiga\u00e7\u00e3o poderia determinar se aqueles educados pelas pr\u00e1ticas budistas poderiam oferecer uma descri\u00e7\u00e3o mais refinada e completa de imediatamente ap\u00f3s passada sua experi\u00eancia emocional, exibindo menos vieses de julgamento. Em uma dire\u00e7\u00e3o similar, outra pesquisa demonstrou que a maioria das pessoas s\u00e3o pobres ao predizer acerca do que v\u00e3o faz\u00ea-las felizes (e.g., Wilson &amp; Gilbert, in press). Seria interessante determinar se aqueles que se envolveram em pr\u00e1ticas contemplativas budistas o suficiente para alcan\u00e7ar o sukha, s\u00e3o mais precisos na previs\u00e3o afetiva.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">ESTADOS MENTAIS AFLITIVOS<\/span><\/h3>\n<h3><\/h3>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A Vis\u00e3o Budista <\/span><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O budismo n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o entre emo\u00e7\u00f5es e outros processos mentais. Em vez disso, ele est\u00e1 preocupado com a compreens\u00e3o de que tipos de atividade mental s\u00e3o verdadeiramente prop\u00edcios para o bem-estar individual e coletivo, e quais s\u00e3o prejudiciais, especialmente a longo prazo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">No budismo, uma clara distin\u00e7\u00e3o \u00e9 feita entre estados afetivos que s\u00e3o diretamente despertados pela experi\u00eancia de est\u00edmulos prazeirosos (sensorial, bem como est\u00e9ticos e intelectuais) e sukha, que surge a partir do equil\u00edbrio atencional, emocional e cognitivo da mente. (Para uma distin\u00e7\u00e3o similar, ver Sheldon, Ryan, Deci, &amp; Kasser, 2004). A experi\u00eancia do prazer \u00e9 contingente a per\u00edodos, lugares e circunst\u00e2ncias espec\u00edficas, e pode facilmente se transformar em um sentimento neutro ou desagrad\u00e1vel. Quando algu\u00e9m se desengata do est\u00edmulo apraz\u00edvel, o prazer resultante desaparece, estando ou n\u00e3o, conectado a qualquer estado aflitivo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O desafio inicial da pr\u00e1tica meditativa budista n\u00e3o \u00e9 meramente suprimir, e muito menos reprimir, estados mentais destrutivos, mas identificar como surgem, como s\u00e3o experimentados, e como influenciam a pr\u00f3pria pessoa e aos outros a longo prazo. Al\u00e9m disso, aprende-se a transformar e, finalmente, libertar-se de todos os estados aflitivos. Isso exige cultivar e refinar a pr\u00f3pria habilidade monitorar instrospectivamente sua pr\u00f3pria atividade mental, permitindo distinguir um pensamento ou emo\u00e7\u00e3o perturbador de um n\u00e3o perturbador. No budismo, o treinamento rigoroso e cont\u00eduo em mindfulness e em introspec\u00e7\u00e3o \u00e9 conjugado com o cultivo de uma estabilidade atencional e de uma vivacidade [mental].<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Diferente da \u00e9tica aristot\u00e9lica, o budismo rejeita a no\u00e7\u00e3o de que todas as emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o saud\u00e1veis, desde que n\u00e3o sejam excessivas ou inapropriadas ao tempo e ao lugar. Em vez disso, o budismo mant\u00e9m que alguns estados mentais s\u00e3o aflitivos, independentemente do grau ou contexto que possa surgir. Aqui vamos nos concentrar em tr\u00eas processos mentais que s\u00e3o considerados toxinas fundamentais da mente. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A primeira delas \u00e9 o desejo ardente.\u00b3 Este processo mental \u00e9 baseado em uma distin\u00e7\u00e3o irrealista e reificada entre si e os outros\u2014ou, de um modo mais geral, entre sujeito e objeto -, como sendo absolutamente separados e n\u00e3o relacionados. A \u00e2nsia est\u00e1 preocupado com a aquisi\u00e7\u00e3o ou manuten\u00e7\u00e3o de algum objeto ou situa\u00e7\u00e3o desej\u00e1vel para \u201cmim\u201d ou [para com o que \u00e9] \u201cmeu\u201d, e que pode ser amea\u00e7ado pelo \u201coutro\u201d. Assume-se que qualidades desej\u00e1veis s\u00e3o inerentes ao objeto desejado, e em seguida, exagera essas qualidades, enquanto ignora ou desenfatiza aspectos indesej\u00e1veis deste mesmo objeto. A \u00e2nsia \u00e9, portanto, uma forma irrealista de se envolver com o mundo, e \u00e9 prejudicial sempre que a pessoa se identifica com estes estados mentais aflitivos, independentemente de qu\u00e3o forte \u00e9, ou sob quais circunst\u00e2ncias surgem. Craving \u00e9 dito ser aflitiva, pois perturba o equil\u00edbrio da mente, dando facilmente origem \u00e0 ansiedade, mis\u00e9ria, medo, e raiva; foge da realidade no sentido de que falsamente descola a fonte de bem-estar da pr\u00f3pria mente do indiv\u00edduo para o objeto ou pessoa desejado. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O \u00f3dio \u00e9 a segunda das afli\u00e7\u00f5es fundamentais da mente e \u00e9 um reflexo inverso do desejo. Ou seja, o \u00f3dio, ou malevol\u00eancia, \u00e9 impulsionado pelo desejo de prejudicar ou destruir qualquer coisa que obstrua a busca ego\u00edsta de situa\u00e7\u00f5es e objetos desejados para o \u201ceu\u201d. \u00d3dio exagera as qualidades indesej\u00e1veis dos objetos, e desenfantiza suas qualidades positivas. Quando a mente est\u00e1 obcecada com o ressentimento, \u00e9 presa na impreens\u00e3o ilus\u00f3ria de que a fonte de sua insatisfa\u00e7\u00e3o pertence inteiramente ao objeto externo (tal como, no caso do desejo, a mente localiza a fonte de satisfa\u00e7\u00e3o nos objetos desejados). Por\u00e9m mesmo que o gatilho do ressentido possa ser um objeto externo, a verdadeira origem deste e de todos outros tipos de sofrimentos mentais est\u00e1 na pr\u00f3pria mente. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A terceira, e mais fundamental afli\u00e7\u00e3o da mente, \u00e9 a ilus\u00e3o de agarrar-se \u00e0 pr\u00f3pria, ou de outrem, identidades pessoais reificadas como real e concreto. Segundo o budismo, o self est\u00e1 constantemente em estado de fluxo din\u00e2mico, surge de diferentes formas, e \u00e9 profundamente interdependente de outras pessoas e do ambiente. Todavia, as pessoas habitualmente obscurecem a natureza real do self sobrepondo \u00e0 realidade os conceitos de perman\u00eancia, singularidade e autonomia. Como resultado d\u00e1 m\u00e1 compreens\u00e3o do \u201ceu\u201d como independente, surge um forte sentimento de separa\u00e7\u00e3o absoluta de si e do outro. Ent\u00e3o, naturalmente, o desejo surge para o \u201ceu\u201d e para o que \u00e9 \u201cmeu\u201d, e a repuls\u00e3o emerge em rela\u00e7\u00e3o ao outro. A cren\u00e7a err\u00f4nea na distin\u00e7\u00e3o absoluta do eu e do outro, portanto, atua como a base para as afli\u00e7\u00f5es mentais no qual derivam o desejo, \u00f3dio, ci\u00fame e a arrog\u00e2ncia. Essas toxinas para mente s\u00e3o consideradas, no budismo, como as fontes de todo sofrimento mental.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Discuss\u00f5es te\u00f3ricas e linhas de pesquisa <\/span><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Psic\u00f3logos n\u00e3o distinguem entre emo\u00e7\u00f5es ben\u00e9ficas ou nocivas. Aqueles que tomam a vis\u00e3o evolutiva da emo\u00e7\u00e3o (e.g., Cosmides &amp; Tooby, 2000; Ekman, 1992) propuseram que as emo\u00e7\u00f5es foram adapta\u00e7\u00f5es na hist\u00f3ria das esp\u00e9cies e permanecem at\u00e9 hoje. Mesmo aqueles que categorizam as emo\u00e7\u00f5es simplesmente como positivas ou negativas (e.g., Watson, Clark, &amp; Tellegen, 1988) n\u00e3o prop\u00f5em que todas as emo\u00e7\u00f5es negativas s\u00e3o prejudiciais a si ou aos outros. O objetivo de qualquer linha psicol\u00f3gica, na tentativa de melhorar a vida emocional de algu\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 de se livrar de uma emo\u00e7\u00e3o ou transcender\u2014nem mesmo o \u00f3dio\u2014mas regular a experi\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o uma vez que a emo\u00e7\u00e3o \u00e9 sentida. (Note, no entanto, que nem todos os te\u00f3ricos consideram o \u00f3dio como emo\u00e7\u00e3o). <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Um ponto de converg\u00eancia nas perspectivas budistas e psicol\u00f3gicas \u00e9 que a hostilidade, o que \u00e9 visto no Ocidente como um car\u00e1ter ou tra\u00e7o da personalidade, \u00e9 considerado como destrutivo para a sa\u00fade. Impulsos cr\u00f4nicos de viol\u00eanica tamb\u00e9m s\u00e3o considerados disfuncionais e \u00e9 classificado como patol\u00f3gico. (Davidson, Putnam, &amp; Larson, 2000). Mas nenhum desses \u00e9 considerado, na psicologia, como uma emo\u00e7\u00e3o em si. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Ao inv\u00e9s de focar na amplia\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia de estados interiores, a \u00eanfase em grande parte da psicologia \u00e9 sobre a aprendizagem em como reavaliar situa\u00e7\u00f5es (Lazarus, 1991) ou como controlar (regular) comportamentos e express\u00f5es emocionais. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A crescente literatura baseada em auto-relatos de bem-estar indica que eventos relativos, mesmo aqueles t\u00e3o significativos, como ganhar na loteria, altera f\u00edsicamente o estado prazer de um indiv\u00edduo, mas altera n\u00edvel de felicidade. Os budistas concordam que eventos como ganhar na loteria n\u00e3o alteraria a disposi\u00e7\u00e3o no n\u00edvel de felicidade*\u00b9, mas eles afirmam que a felicidade como uma caracter\u00edstica predominante (sukha) pode ser cultivada por meio de pr\u00e1ticas espec\u00edficas. Embora o termo trait positive affect* como tem sido usado na literatura de humor, e temperamento, possui alguns elementos em comum com o sukha, eles n\u00e3o capturam a ess\u00eancia da constru\u00e7\u00e3o budista, que tamb\u00e9m inclui um profundo sentimento de bem-estar, uma propens\u00e3o para compaix\u00e3o, e menor vulnerabilidade a circunst\u00e2ncias externas, e reconhecimento da interconectividade com as pessoas e outros seres vivos num ambiente. Al\u00e9m disso, sukha \u00e9 uma caracter\u00edstica, e n\u00e3o um estado. \u00c9 uma qualidade que permeia e impregna toda a experi\u00eancia e comportamento. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Outra diferen\u00e7a importante entre a abordagem budista e psicologia cient\u00edfica, \u00e9 que os budistas propiciam um m\u00e9todo para modificar peculiaridades afetivas e para cultivar o sukha (Wallace,2005), enquanto que na psicologia os \u00fanicos m\u00e9todos para a mudan\u00e7a de caracter\u00edsticas afetivas permanentes s\u00e3o aqueles que tem sido desenvolvidos especificamente para tratar a psicopatologia. Com poucas e not\u00e1veis exce\u00e7\u00f5es (eg, Seligman, 1998), nenhum esfor\u00e7o foi investido em cultivar atributos positivos na mente de sujeitos que n\u00e3o possuem transtornos mentais. Abordagens ocidentais para mudar estados emocionais ou comportamentos permanentes, n\u00e3o envolvem esfor\u00e7o infind\u00e1vel a longo-prazo no qual est\u00e3o envolvidos todas as complexas capacidades de aprendizagem\u2014 por exemplo, em se tornar um mestre enxadrista ou aprender a tocar um instrumento musical. Tipicamente, nem mesmo a psican\u00e1lise ou as mais intensas formas de terapia comportamental-cognitiva incluem as d\u00e9cadas de treinamento budistas, consideradas necess\u00e1rias para o cultivo do sukha. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Budistas, como dissemos, consideram o desejo ser uma das toxinas prim\u00e1rias para a mente. Ao contr\u00e1rio dos psic\u00f3logos, que restringem a ideia de craving para os estados produzidos por abuso de subst\u00e2ncias ou oportunidades que geram forte apetite, desencadeando potencial abuso (e.g. v\u00edcio em jogos, sexo), os budistas usam o termo mais gen\u00e9rico para abranger o desejo de adquirir objetos e situa\u00e7\u00f5es para si mesmo. Um crescente corpo de literatura neurocient\u00edfica tem mostrado que a atividade do neurotransmissor dopamina em uma parte do c\u00e9rebro chamada nucleus accumbens \u00e9 comum aos estados de desejo, incluindo tanto v\u00edcios farmalogicamente induzidas, quanto atividades como os jogos de azar. Embora a ativa\u00e7\u00e3o desse sistema \u00e9 altamente refor\u00e7o (ou seja, leva \u00e0 recorr\u00eancia de comportamentos associados com a ativa\u00e7\u00e3o do sistema), isto n\u00e3o \u00e9 associado ao prazer, a longo prazo. Claro que, n\u00e3o est\u00e3o inclusos no quadro neurocient\u00edfico qualquer coisa parecida \u00e0 no\u00e7\u00e3o de sukha. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Pr\u00e1ticas contemplativas budistas s\u00e3o explicitamente projetadas para contrariar o desejo. Seria, portanto, de grande interesse, avaliar emp\u00edricamente a efic\u00e1cia desses m\u00e9todos na interven\u00e7\u00e3o de v\u00edcios, que s\u00e3o dist\u00farbios do desejo, e determinar se os sistemas do c\u00e9rebro associados com o craving s\u00e3o alterados por tal treinamento. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A vis\u00e3o budista, mas n\u00e3o ocidental, considera o \u00f3dio a ser intr\u00ednsicamente nocivo para as pessoas que o experienciam. Esta perspectiva sugere que seria \u00fatil examinar diferentes maneiras em que aqueles que tenham sido expostos a um grande trauma, reagem emocionalmente a causa do trauma\u2014por exemplo, como as pessoas cujos filhos foram assasinados reagem aos autores, uma vez que foram apreendidos. Em um estudo de tais indiv\u00edduos, variantes biol\u00f3gicas, e medidas sociais providenciariam informa\u00e7\u00f5es sobre as consequ\u00eancias da manuten\u00e7\u00e3o do \u00f3dio, ou perd\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao assasino.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">*\u00b9 originalmente \u201cdispositional level of happiness\u201d similar ao humor, \u00e9 um tra\u00e7o da personalidade ou tend\u00eancia geral para responder a situa\u00e7\u00f5es est\u00e1veis, de maneiras previs\u00edveis. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">*\u00b2 descreve a tend\u00eancia de uma pessoa para ser alegre e energ\u00e9tico, algu\u00e9m, geralmente, vivencia humores positivos, (tais como prazer ou bem-estar), enquanto que no sentido contr\u00e1rio representa a medida em que um indiv\u00edduo sente lentid\u00e3o, tristeza ou cansa\u00e7o. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Conclus\u00e3o Conjunta <\/span><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Concep\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas budistas que lidam com a vida emocional fazem tr\u00eas contribui\u00e7\u00f5es muito distintas para a psicologia. Conceitualmente, elas levantam quest\u00f5es que sem sido ignoradas por muitos psic\u00f3logos, invocando a campo, para fazer distin\u00e7\u00f5es mais diferenciadas e refinadas no que se pensa sobre experiencias emocionais. Metodol\u00f3gicamente, eles oferecem pr\u00e1ticas que poderiam ajudar indiv\u00edduos a relatar suas pr\u00f3prias experi\u00eancias internas, e como tais praticantes, podem assim fornecer dados cruciais muito mais detalhados e compreens\u00edveis, que, angariada por t\u00e9cnicas psicol\u00f3gicas, agora podem usar para estudar a experi\u00eancia emocional subjetiva. Finalmente, os pr\u00f3prios praticantes do budismo oferecem uma terapia, e n\u00e3o apenas para os \u2018perturbados\u2019, mas para todos que procuram por melhoramento na qualidade de suas vidas. Esperamos que, o que temos relatado, servir\u00e1 para despertar o interesse de psic\u00f3logos para saber mais sobre essa tradi\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h4><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Notas de rodap\u00e9:\u00a0<\/span><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u00b9 Os participantes deste encontro, al\u00e9m do Dalai Lama, foram Richard Davidson, Paul Ekman, Owen Flannagen, Daniel Goleman, Mark Geenberg, Thubten Jinpa, Matthieu Ricard, Jeanne Tsai, Francisco Varela, e Alan Wallace. Agradecemos ao Mind and Life Institute de Boulder, no Colorado, pela organiza\u00e7\u00e3o do encontro na \u00cdndia e pela reuni\u00e3o subsequente na qual escrevemos este artigo. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u00b2 N.T. Optou-se por manter o termo original em ingl\u00eas mindfulness devido a poss\u00edveis distor\u00e7\u00f5es de interpreta\u00e7\u00e3o de seu real significado e etimologia em sua vers\u00e3o original no p\u00e1li sati e no s\u00e2nscrito sm\u0157ti que literalmente significa \u2018aquilo que \u00e9 recordado, indicando uma aten\u00e7\u00e3o recordat\u00f3ria como poss\u00edvel tradu\u00e7\u00e3o literal. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u00b3 N.T. Tradu\u00e7\u00e3o do ingl\u00eas craving, que significa literalmente \u00e2nsia ou um desejo ardente. No entanto, os autores est\u00e3o traduzindo com o ingl\u00eas craving um entre os tr\u00eas venenos mentais classificados na psicologia budista \u2013 raga, dvesha e moha \u2013 que contemplam campo sem\u00e2ntico de paix\u00e3o\/atra\u00e7\u00e3o, avers\u00e3o\/repuls\u00e3o e confus\u00e3o\/distor\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><br \/>\nDocumento original: <a href=\"https:\/\/centerhealthyminds.org\/assets\/files-publications\/EkmanBuddhistCurrentDirectionsInPsychologicalScience.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.paulekman.com\/wp-content\/uploads\/2009\/ 02\/Buddhist-And-Psychological-Perpectives.pdf<\/a> (ingl\u00eas)\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Perspectivas Budistas e Psicol\u00f3gicas Sobre a Emo\u00e7\u00e3o e o Bem-Estar Paul Ekman Richard J. Davidson Matthieu Ricard B. Alan Wallace &nbsp; RESUMO \u2014 Estimulado por &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">PERSPECTIVAS BUDISTAS E PSICOL\u00d3GICAS SOBRE A EMO\u00c7\u00c3O E O BEM-ESTAR &#8211; P. Ekman et. al<\/span> Leia mais \u00bb<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8635,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"","site-content-layout":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[39],"class_list":["post-8612","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-ciencia-das-emocoes"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.6.1 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>PERSPECTIVAS BUDISTAS E PSICOL\u00d3GICAS SOBRE A EMO\u00c7\u00c3O E O BEM-ESTAR - P. Ekman et. al - Ci\u00eancia Contemplativa<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Estimulado por um recente encontro entre psic\u00f3logos ocidentais e o Dalai Lama sobre o tema das emo\u00e7\u00f5es destrutivas relatamos duas quest\u00f5es centrais: a realiza\u00e7\u00e3o da felicidade duradoura, no qual os budistas tibetanos chamam de sukha, e a natureza de estados e tra\u00e7os emocionais aflitivos e n\u00e3o aflitivos. A perspectiva budista sobre estas quest\u00f5es \u00e9 apresentada, juntamente com a discuss\u00e3o sobre os desafios que a vis\u00e3o Budista levanta com respeito a sua teoria e investiga\u00e7\u00e3o emp\u00edrica.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"PERSPECTIVAS BUDISTAS E PSICOL\u00d3GICAS SOBRE A EMO\u00c7\u00c3O E O BEM-ESTAR - P. Ekman et. al - Ci\u00eancia Contemplativa\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Estimulado por um recente encontro entre psic\u00f3logos ocidentais e o Dalai Lama sobre o tema das emo\u00e7\u00f5es destrutivas relatamos duas quest\u00f5es centrais: a realiza\u00e7\u00e3o da felicidade duradoura, no qual os budistas tibetanos chamam de sukha, e a natureza de estados e tra\u00e7os emocionais aflitivos e n\u00e3o aflitivos. A perspectiva budista sobre estas quest\u00f5es \u00e9 apresentada, juntamente com a discuss\u00e3o sobre os desafios que a vis\u00e3o Budista levanta com respeito a sua teoria e investiga\u00e7\u00e3o emp\u00edrica.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ci\u00eancia Contemplativa\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2020-12-04T16:38:24+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"CienciaContemplativa\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"CienciaContemplativa\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"17 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/\"},\"author\":{\"name\":\"CienciaContemplativa\",\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#\/schema\/person\/5e027a517b89f2728c19310e08ce33b1\"},\"headline\":\"PERSPECTIVAS BUDISTAS E PSICOL\u00d3GICAS SOBRE A EMO\u00c7\u00c3O E O BEM-ESTAR &#8211; P. Ekman et. al\",\"datePublished\":\"2020-12-04T16:38:24+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/\"},\"wordCount\":3482,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"\",\"keywords\":[\"ci\u00eancia das emo\u00e7\u00f5es\"],\"articleSection\":[\"Artigos\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/\",\"url\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/\",\"name\":\"PERSPECTIVAS BUDISTAS E PSICOL\u00d3GICAS SOBRE A EMO\u00c7\u00c3O E O BEM-ESTAR - P. Ekman et. al - Ci\u00eancia Contemplativa\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"\",\"datePublished\":\"2020-12-04T16:38:24+00:00\",\"description\":\"Estimulado por um recente encontro entre psic\u00f3logos ocidentais e o Dalai Lama sobre o tema das emo\u00e7\u00f5es destrutivas relatamos duas quest\u00f5es centrais: a realiza\u00e7\u00e3o da felicidade duradoura, no qual os budistas tibetanos chamam de sukha, e a natureza de estados e tra\u00e7os emocionais aflitivos e n\u00e3o aflitivos. A perspectiva budista sobre estas quest\u00f5es \u00e9 apresentada, juntamente com a discuss\u00e3o sobre os desafios que a vis\u00e3o Budista levanta com respeito a sua teoria e investiga\u00e7\u00e3o emp\u00edrica.\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/#primaryimage\",\"url\":\"\",\"contentUrl\":\"\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"PERSPECTIVAS BUDISTAS E PSICOL\u00d3GICAS SOBRE A EMO\u00c7\u00c3O E O BEM-ESTAR &#8211; P. Ekman et. al\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#website\",\"url\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/\",\"name\":\"Ci\u00eancia Contemplativa\",\"description\":\"Instituto de Ci&ecirc;ncias Contemplativas do Brasil\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#organization\",\"name\":\"Ci\u00eancia Contemplativa\",\"url\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/logo-icc-180x180-1.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/logo-icc-180x180-1.png\",\"width\":178,\"height\":180,\"caption\":\"Ci\u00eancia Contemplativa\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#\/schema\/logo\/image\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#\/schema\/person\/5e027a517b89f2728c19310e08ce33b1\",\"name\":\"CienciaContemplativa\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"CienciaContemplativa\"},\"url\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/author\/cienciacontemplativa\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"PERSPECTIVAS BUDISTAS E PSICOL\u00d3GICAS SOBRE A EMO\u00c7\u00c3O E O BEM-ESTAR - P. Ekman et. al - Ci\u00eancia Contemplativa","description":"Estimulado por um recente encontro entre psic\u00f3logos ocidentais e o Dalai Lama sobre o tema das emo\u00e7\u00f5es destrutivas relatamos duas quest\u00f5es centrais: a realiza\u00e7\u00e3o da felicidade duradoura, no qual os budistas tibetanos chamam de sukha, e a natureza de estados e tra\u00e7os emocionais aflitivos e n\u00e3o aflitivos. A perspectiva budista sobre estas quest\u00f5es \u00e9 apresentada, juntamente com a discuss\u00e3o sobre os desafios que a vis\u00e3o Budista levanta com respeito a sua teoria e investiga\u00e7\u00e3o emp\u00edrica.","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"PERSPECTIVAS BUDISTAS E PSICOL\u00d3GICAS SOBRE A EMO\u00c7\u00c3O E O BEM-ESTAR - P. Ekman et. al - Ci\u00eancia Contemplativa","og_description":"Estimulado por um recente encontro entre psic\u00f3logos ocidentais e o Dalai Lama sobre o tema das emo\u00e7\u00f5es destrutivas relatamos duas quest\u00f5es centrais: a realiza\u00e7\u00e3o da felicidade duradoura, no qual os budistas tibetanos chamam de sukha, e a natureza de estados e tra\u00e7os emocionais aflitivos e n\u00e3o aflitivos. A perspectiva budista sobre estas quest\u00f5es \u00e9 apresentada, juntamente com a discuss\u00e3o sobre os desafios que a vis\u00e3o Budista levanta com respeito a sua teoria e investiga\u00e7\u00e3o emp\u00edrica.","og_url":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/","og_site_name":"Ci\u00eancia Contemplativa","article_published_time":"2020-12-04T16:38:24+00:00","author":"CienciaContemplativa","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"CienciaContemplativa","Tempo estimado de leitura":"17 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/"},"author":{"name":"CienciaContemplativa","@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#\/schema\/person\/5e027a517b89f2728c19310e08ce33b1"},"headline":"PERSPECTIVAS BUDISTAS E PSICOL\u00d3GICAS SOBRE A EMO\u00c7\u00c3O E O BEM-ESTAR &#8211; P. Ekman et. al","datePublished":"2020-12-04T16:38:24+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/"},"wordCount":3482,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"","keywords":["ci\u00eancia das emo\u00e7\u00f5es"],"articleSection":["Artigos"],"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/","url":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/","name":"PERSPECTIVAS BUDISTAS E PSICOL\u00d3GICAS SOBRE A EMO\u00c7\u00c3O E O BEM-ESTAR - P. Ekman et. al - Ci\u00eancia Contemplativa","isPartOf":{"@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"","datePublished":"2020-12-04T16:38:24+00:00","description":"Estimulado por um recente encontro entre psic\u00f3logos ocidentais e o Dalai Lama sobre o tema das emo\u00e7\u00f5es destrutivas relatamos duas quest\u00f5es centrais: a realiza\u00e7\u00e3o da felicidade duradoura, no qual os budistas tibetanos chamam de sukha, e a natureza de estados e tra\u00e7os emocionais aflitivos e n\u00e3o aflitivos. A perspectiva budista sobre estas quest\u00f5es \u00e9 apresentada, juntamente com a discuss\u00e3o sobre os desafios que a vis\u00e3o Budista levanta com respeito a sua teoria e investiga\u00e7\u00e3o emp\u00edrica.","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/#primaryimage","url":"","contentUrl":""},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/12\/04\/perspectivas-budistas-e-psicologicas-sobre-a-emocao-e-o-bem-estar\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"PERSPECTIVAS BUDISTAS E PSICOL\u00d3GICAS SOBRE A EMO\u00c7\u00c3O E O BEM-ESTAR &#8211; P. Ekman et. al"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#website","url":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/","name":"Ci\u00eancia Contemplativa","description":"Instituto de Ci&ecirc;ncias Contemplativas do Brasil","publisher":{"@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#organization","name":"Ci\u00eancia Contemplativa","url":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/logo-icc-180x180-1.png","contentUrl":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/logo-icc-180x180-1.png","width":178,"height":180,"caption":"Ci\u00eancia Contemplativa"},"image":{"@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#\/schema\/person\/5e027a517b89f2728c19310e08ce33b1","name":"CienciaContemplativa","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g","caption":"CienciaContemplativa"},"url":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/author\/cienciacontemplativa\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8612","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8612"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8612\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8612"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8612"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8612"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}