{"id":8153,"date":"2020-02-11T09:42:34","date_gmt":"2020-02-11T09:42:34","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/ciencia-contemplativa-o-que-e\/"},"modified":"2020-02-11T09:42:34","modified_gmt":"2020-02-11T09:42:34","slug":"ciencia-contemplativa-o-que-e","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/ciencia-contemplativa-o-que-e\/","title":{"rendered":"CI\u00caNCIA CONTEMPLATIVA: O que \u00e9? &#8211; B. Alan Wallace"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Princ\u00edpios da Ci\u00eancia Contemplativa<br>B. Alan Wallace<\/strong><\/p>\n\n\n<p>A simples ideia de propor uma disciplina com o nome de \u201cci\u00eancia contemplativa\u201d pode despertar suspeita entre aqueles que prezam as conquistas da ci\u00eancia, as quais, em parte, devem-se justamente \u00e0 separa\u00e7\u00e3o de seu m\u00e9todo de investiga\u00e7\u00e3o de toda e qualquer vincula\u00e7\u00e3o religiosa. Essa estranheza tem uma forte base hist\u00f3rica e, portanto, deve ser levada a s\u00e9rio. Mas os princ\u00edpios da contempla\u00e7\u00e3o e da ci\u00eancia tamb\u00e9m t\u00eam bases hist\u00f3ricas que sugerem uma poss\u00edvel reconcilia\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo uma integra\u00e7\u00e3o das duas abordagens.<\/p>\n\n\n<p>O termo latino\u00a0<em>contemplativo<\/em>, que deu origem \u00e0 palavra \u201ccontempla\u00e7\u00e3o\u201d, corresponde \u00e0 palavra grega\u00a0<em>theoria<\/em>. Ambas referem-se a uma total lealdade para com o revelar, esclarecer e tornar manifesta a natureza da realidade. O objetivo central delas \u00e9 a busca da verdade e nada menos que a verdade. De acordo com o te\u00f3logo crist\u00e3o Josef Pieper, o principal elemento envolvido no conceito da contempla\u00e7\u00e3o \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o silenciosa da realidade.[1] Essa, segundo ele, \u00e9 uma forma de conhecimento alcan\u00e7ada n\u00e3o por meio do\u00a0pensamento, mas da vis\u00e3o. \u201cA intui\u00e7\u00e3o \u00e9, sem d\u00favida, a forma perfeita de conhecer. Porque a intui\u00e7\u00e3o \u00e9 o conhecimento do que est\u00e1 realmente presente; a analogia com ver com os sentidos \u00e9 exata\u201d.[2]\u00a0Mas diferentemente do conhecimento objetivo, a contempla\u00e7\u00e3o n\u00e3o se dirige meramente para o seu objeto; ela j\u00e1 repousa nele.<\/p>\n\n\n<p>Embora o termo \u201cci\u00eancia\u201d tenha sido considerado unicamente no \u00e2mbito da explora\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos objetivos, f\u00edsicos e quantitativos \u2013 a ponto de apenas eles serem considerados reais por alguns cientistas \u2013 existem fundamentos para se considerar a ci\u00eancia num contexto mais amplo. O W<em>ebster\u2019s Ninth New Collegiate Dictionary&nbsp;<\/em>define m\u00e9todo cient\u00edfico nos seguintes termos: \u201cPrinc\u00edpios e procedimentos para a busca sistem\u00e1tica de conhecimento envolvendo o reconhecimento e a formula\u00e7\u00e3o de um problema, o levantamento de dados por meio de observa\u00e7\u00e3o e da experimenta\u00e7\u00e3o, bem como a formula\u00e7\u00e3o e comprova\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses\u201d. N\u00e3o h\u00e1 nada nessa defini\u00e7\u00e3o que impe\u00e7a a possibilidade de o indiv\u00edduo fazer da perspectiva da primeira pessoa observa\u00e7\u00f5es de fen\u00f4menos mentais e sua rela\u00e7\u00e3o com o mundo como um todo. Exatamente como os cientistas fazem observa\u00e7\u00f5es e conduzem experimentos com a ajuda de recursos tecnol\u00f3gicos, os meditadores v\u00eam h\u00e1 muito tempo fazendo suas pr\u00f3prias observa\u00e7\u00f5es e conduzindo seus pr\u00f3prios experimentos fazendo uso do refinamento de suas capacidades de aten\u00e7\u00e3o e do exerc\u00edcio da imagina\u00e7\u00e3o. Em princ\u00edpio, n\u00e3o existe, portanto, nada que seja fundamentalmente incompat\u00edvel entre a contempla\u00e7\u00e3o e a ci\u00eancia. Mas o peso da hist\u00f3ria continua se opondo a qualquer colabora\u00e7\u00e3o proveitosa entre as duas.<\/p>\n\n\n<p>A for\u00e7a que a ci\u00eancia adquiriu ao se divorciar da religi\u00e3o, e mais recentemente da filosofia, imp\u00f4s um pesado tributo a suas sociedades hospedeiras. \u00c9 importante observar que o s\u00e9culo XX, que gerou o mais vasto conhecimento cient\u00edfico de todo o curso da hist\u00f3ria da humanidade, tamb\u00e9m testemunhou a maior desumanidade para com o homem, como tamb\u00e9m a maior degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente e dizima\u00e7\u00e3o de outras esp\u00e9cies. A expans\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico n\u00e3o trouxe nenhum crescimento compar\u00e1vel em termos de \u00e9tica e virtude. Em consequ\u00eancia disso, a sociedade moderna adquiriu mais conhecimento e poder, mas n\u00e3o mais sabedoria e compaix\u00e3o.<\/p>\n\n\n<p>A ci\u00eancia \u00e9 vista h\u00e1 muito tempo com orgulho, e n\u00e3o sem justifica\u00e7\u00e3o, como sendo \u201cisenta de valores\u201d. Tenho encontrado frequentemente cientistas que falam do puro prazer da descoberta, sem qualquer rela\u00e7\u00e3o com as poss\u00edveis aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas de suas pesquisas. Mas n\u00e3o podemos ignorar o fato de a maior parte das pesquisas cient\u00edficas serem atualmente financiadas por institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas que t\u00eam em mente objetivos espec\u00edficos. Elas querem bons retornos sobre os investimentos que fazem. Com a moderna dissolu\u00e7\u00e3o da fus\u00e3o medieval de religi\u00e3o, filosofia e ci\u00eancia, ocorreu uma desintegra\u00e7\u00e3o semelhante na busca da felicidade genu\u00edna, verdade e virtude \u2013 tr\u00eas elementos essenciais que d\u00e3o sentido \u00e0 vida. A ci\u00eancia contemplativa que tenho em mente procura reintegrar a busca desses tr\u00eas elementos por meios totalmente emp\u00edricos, sem submiss\u00e3o dogm\u00e1tica a qualquer sistema de cren\u00e7as, seja de car\u00e1ter religioso ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n<p>Para explorar essa possibilidade, vamos antes rever os elementos essenciais da felicidade genu\u00edna, da verdade e da virtude que devem ser integrados.<\/p>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>DESAFIOS A UMA CI\u00caNCIA CONTEMPLATIVA<\/strong><\/h3>\n\n\n<p>Um dos mais importantes desafios a serem enfrentados pela ci\u00eancia contemplativa \u00e9 naturalizar a consci\u00eancia sem reduzi-la a uma propriedade emergente ou a uma fun\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria. Isso requer a explora\u00e7\u00e3o de alternativas ao dualismo cartesiano, que tem se mostrado infrut\u00edfero, e ao materialismo cient\u00edfico, que restringe seriamente nosso entendimento da natureza e dos potenciais da consci\u00eancia.<\/p>\n\n\n<p>Estamos tamb\u00e9m diante do desafio de rever os fundamentos da natureza humana. Se nos baseamos unicamente na f\u00edsica para compreender nosso lugar na natureza, a exist\u00eancia \u00e9 reduzida \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de rob\u00f4. Se nos baseamos apenas na biologia, somos reduzidos \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de animais. A psicologia contempor\u00e2nea vigente tem amplamente se restringido a estudar as mentes humanas normais e subnormais e definido a identidade humana dentro dessas limita\u00e7\u00f5es. O budismo v\u00ea a nossa exist\u00eancia em termos de tr\u00eas dimens\u00f5es: a natureza humana qualificada pelo corpo humano e pela psique, e nossa natureza enquanto seres sencientes, qualificada pela consci\u00eancia-substrato individual e pela consci\u00eancia primordial, que transcende todas as limita\u00e7\u00f5es da vida humana e da exist\u00eancia senciente. O cristianismo afirma que o homem foi criado \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus, o que prov\u00ea uma base ao desafio colocado por Jesus para que cada pessoa seja feita como o Pai no c\u00e9u \u00e9 perfeito. Mas ele tamb\u00e9m considera a natureza humana como pecadora e, portanto, necessitada de reden\u00e7\u00e3o por Cristo.<\/p>\n\n\n<p>Nos termos de nossa vis\u00e3o de realidade como um tudo, argumentei que os princ\u00edpios fundamentais da ci\u00eancia moderna s\u00e3o v\u00e1lidos com respeito ao mundo f\u00edsico objetivo destitu\u00eddo de percep\u00e7\u00e3o subjetiva enquanto s\u00e3o ignoradas as implica\u00e7\u00f5es da consci\u00eancia refinada (como, por exemplo, por meio da pr\u00e1tica de&nbsp;<em>sam\u00e2dhi<\/em>). Esse desprezo pelo papel da consci\u00eancia pode parecer insignificante, muito \u00e0 maneira com que as suposi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas da mec\u00e2nica cl\u00e1ssica parecem v\u00e1lidas enquanto a mat\u00e9ria estudada \u00e9 grande e n\u00e3o se aproxima da velocidade da luz. Mas quando a consci\u00eancia \u00e9 altamente refinada, torna-se necess\u00e1rio falar de estados \u201crelativos\u201d de consci\u00eancia (assim chamados porque sua relev\u00e2ncia para o mundo f\u00edsico se torna \u00f3bvia); as suposi\u00e7\u00f5es materialistas atuais podem se provar falsas.<\/p>\n\n\n<p>O refinamento da consci\u00eancia por meio da contempla\u00e7\u00e3o e a investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica das implica\u00e7\u00f5es de tais estados de consci\u00eancia podem revolucionar explicitamente as ci\u00eancias cognitivas e revolucionar implicitamente a ci\u00eancia natural como um todo, a qual est\u00e1 grandemente baseada nos pressupostos do materialismo do s\u00e9culo XIX. Isso ir\u00e1 requerer uma profunda investiga\u00e7\u00e3o do poder causal da consci\u00eancia, e especialmente dos estados relativos de consci\u00eancia, no mundo natural. Isso, por sua vez, poder\u00e1 gerar uma ci\u00eancia do mundo da experi\u00eancia que tomar\u00e1 o lugar de nossa atual ci\u00eancia do mundo puramente objetivo, desprovido de subjetividade.<\/p>\n\n\n<p>Os ideais de vida contemplativa quase desapareceram no Ocidente moderno, mas n\u00e3o precisamos buscar fora de nossa cultura para redescobri-los. Na verdade, n\u00e3o precisamos ir nada al\u00e9m de S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino, cuja influ\u00eancia no cristianismo ocidental dificilmente pode ser superestimada: \u201c\u00c9 requisito para o bem da comunidade humana que existam pessoas que se dediquem \u00e0 vida contemplativa\u201d.[3]\u00a0\u00a0O pr\u00f3prio prop\u00f3sito da civiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 a busca da felicidade genu\u00edna, da verdade e da virtude, e a vida contemplativa \u00e9 inteiramente focada nesses prop\u00f3sitos. Acredito que era isso que S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino tinha em mente quando escreveu:<\/p>\n\n\n<blockquote class=\"is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>\u201cA vida pol\u00edtica como um todo parece estar ordenada com vista \u00e0 obten\u00e7\u00e3o da felicidade contemplativa. Porque a paz, que \u00e9 conquistada e preservada em virtude da atividade pol\u00edtica, coloca o homem em condi\u00e7\u00f5es de se dedicar \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o da verdade.\u201d<strong>[4]<\/strong><\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n<p><strong>Fonte:<\/strong><\/p>\n\n\n<p>Wallace, B. Alan. Ci\u00eancia Contemplativa: onde o budismo e a neuroci\u00eancia se encontram. S\u00e3o Paulo: Cultrix, 2009. Digita\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o: Lama Jigme Lhawang<\/p>\n\n\n<p>[1]\u00a0Josef Pieper, Happiness and Contemplation. Trad. Richard e Clara Winston (Chicago: Henry Regnery, 1966), 73.<\/p>\n\n\n<p>[2]\u00a0Ibid., 73-4.<\/p>\n\n\n<p>[3]\u00a0S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino, Sentences de Peter Lombard 4d, 26, 1, 2. Citado em Pieper, Happiness and Contemplation, 96.<\/p>\n\n\n<p>[4]\u00a0S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino, Commentary on Aristotle\u2019s Nichomachean Ethics 10, 11; no. 2101. Citado em Pieper, Happiness and Contemplation, 94.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Princ\u00edpios da Ci\u00eancia ContemplativaB. Alan Wallace A simples ideia de propor uma disciplina com o nome de \u201cci\u00eancia contemplativa\u201d pode despertar suspeita entre aqueles que &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/ciencia-contemplativa-o-que-e\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">CI\u00caNCIA CONTEMPLATIVA: O que \u00e9? &#8211; B. 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