{"id":8043,"date":"2020-02-11T23:57:58","date_gmt":"2020-02-11T23:57:58","guid":{"rendered":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/"},"modified":"2020-02-11T23:57:58","modified_gmt":"2020-02-11T23:57:58","slug":"definindo-a-ciencia-contemplativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/","title":{"rendered":"Definindo a Ci\u00eancia Contemplativa"},"content":{"rendered":"<p><!--vcv no format--><\/p>\n<p><noscript><\/p>\n<style>.woocommerce-product-gallery{ opacity: 1 !important; }<\/style>\n<p><\/noscript><\/p>\n<p>Definindo a Ci\u00eancia Contemplativa: A Capacidade Autorreguladora Metacognitiva da Mente, o Contexto de Pr\u00e1tica de Medita\u00e7\u00e3o e Modos de Consci\u00eancia Existencial<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">DUSANA DORJEE. School of Psychology, Bangor University, Bangor, Reino Unido<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">O termo \u2018contemplativo\u2019 tem sido usado frequentemente no pr\u00f3spero campo da pesquisa meditativa. Entretanto, n\u00e3o h\u00e1 consenso sobre a defini\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia contemplativa. Os estudos sobre medita\u00e7\u00e3o geralmente pressup\u00f5em que as pr\u00e1ticas contemplativas, como\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0ou compaix\u00e3o, s\u00e3o temas da ci\u00eancia contemplativa. Tal enfoque, discutivelmente, contribui para as confus\u00f5es terminol\u00f3gicas nesse campo, n\u00e3o conduz ao desenvolvimento de uma teoria abrangente em ci\u00eancia contemplativa, e obscurece suas caracter\u00edsticas metodol\u00f3gicas singulares. Este artigo descreve uma abordagem alternativa para definir ci\u00eancia contemplativa, que foca na pesquisa sobre as capacidades, processos e estados fundamentais da mente modificados pelas pr\u00e1ticas contemplativas. Prop\u00f5e-se que ci\u00eancia contemplativa seja um estudo interdisciplinar da capacidade autorreguladora metacognitiva (MSRC) da mente e modos associados de consci\u00eancia existencial (MEA), modulados por fatores motivacionais\/intencionais e contextuais de pr\u00e1ticas contemplativas. A MSRC \u00e9 uma propens\u00e3o natural da mente que habilita a consci\u00eancia introspectiva dos processos mentais e comportamento, e \u00e9 um pr\u00e9-requisito necess\u00e1rio para a autorregula\u00e7\u00e3o efetiva que sustenta o bem-estar. Dependendo dos fatores motivacionais\/intencionais e contextuais da pr\u00e1tica de medita\u00e7\u00e3o, mudan\u00e7as nos processos autorreguladores metacognitivos habilitam mudan\u00e7as nos MEA, que determinam nosso senso de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">self<\/em>\u00a0e realidade. Presume-se que as mudan\u00e7as no processo conceitual sejam mediadores essenciais entre a MSRC, os fatores motivacionais\/intencionais, o contexto da pr\u00e1tica de medita\u00e7\u00e3o e as modula\u00e7\u00f5es nos MEA. O treinamento em medita\u00e7\u00e3o estimula e ajusta a MSRC da mente e promove o desenvolvimento dos fatores motivacionais\/intencionais com o objetivo \u00faltimo de facilitar MEA cada vez mais avan\u00e7ados. As implica\u00e7\u00f5es da estrutura proposta para defini\u00e7\u00f5es de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0e para futuras pesquisas sistem\u00e1ticas sobre tradi\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas contemplativas s\u00e3o discutidas neste artigo. Sugere-se que a defini\u00e7\u00e3o aqui proposta de ci\u00eancia contemplativa pode reduzir os desafios terminol\u00f3gicos nesse campo e o tornem mais inclusivo da variedade de pr\u00e1ticas contemplativas. Sobretudo, este enfoque pode encorajar o desenvolvimento de uma teoria de ci\u00eancia contemplativa mais compreensiva, que reconhe\u00e7a a import\u00e2ncia essencial de m\u00e9todos de questionamento em primeira e segunda pessoas, assim contribuindo singularmente para a nossa compreens\u00e3o da mente.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Pesquisas que investigam t\u00e9cnicas baseadas em medita\u00e7\u00e3o t\u00eam se expandido e desenvolvido grandemente ao longo das duas \u00faltimas d\u00e9cadas \u2013 n\u00e3o apenas em n\u00famero de estudos, mas tamb\u00e9m considerando-se a variedade de t\u00e9cnicas de medita\u00e7\u00e3o investigadas, qualidade da pesquisa, suas aplica\u00e7\u00f5es e a compreens\u00e3o dos poss\u00edveis mecanismos subjacentes. Enquanto a pesquisa sobre\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0domina o campo, n\u00fameros crescentes de estudos investigam compaix\u00e3o (p.e.,\u00a0Pace et al., 2009;\u00a0Desbordes et al., 2012), pr\u00e1ticas de medita\u00e7\u00e3o baseadas na visualiza\u00e7\u00e3o (p.e.,\u00a0Kozhevnikov et al., 2009), equanimidade (p.e.,\u00a0Desbordes et al., 2014), etc.; e h\u00e1 tamb\u00e9m repetidas solicita\u00e7\u00f5es para mais estudos sobre medita\u00e7\u00e3o n\u00e3o budista (p.e.,\u00a0Dahl et al., 2015). Na pesquisa sobre interven\u00e7\u00e3o baseada na medita\u00e7\u00e3o, estudos ao acaso com controles ativos est\u00e3o se tornando um padr\u00e3o de refer\u00eancia (p.e.,\u00a0Williams et al., 2014;\u00a0Malinowski et al., 2015), e meta-an\u00e1lises mais rigorosas est\u00e3o fornecendo evid\u00eancias cumulativas mais fortes (p.e.,\u00a0Warren et al., 2016). A compreens\u00e3o dos poss\u00edveis mecanismos que levam ao maior bem-estar em consequ\u00eancia dos efeitos da medita\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m avan\u00e7ou, particularmente devido a avan\u00e7os te\u00f3ricos (p.e.,\u00a0Shapiro et al., 2006;\u00a0Garland et al., 2015) e pesquisa neurocognitiva (p.e.,\u00a0Tang et al., 2015). Todo esse crescimento sugere que o campo est\u00e1 se distanciando das quest\u00f5es iniciais, que eram as de se investigar\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">se\u00a0<\/em>a medita\u00e7\u00e3o pode produzir altera\u00e7\u00f5es mensur\u00e1veis na sa\u00fade e bem-estar, e indo em dire\u00e7\u00e3o ao crescente rigor cient\u00edfico nos estudos com foco especial em t\u00e9cnicas de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">como<\/em>\u00a0a medita\u00e7\u00e3o modifica a mente e o c\u00e9rebro.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Esse desenrolar desde um est\u00e1gio inicial para um mais maduro na pesquisa sobre medita\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 come\u00e7ando a destacar alguns desafios persistentes espec\u00edficos desse campo, como a falta de clareza terminol\u00f3gica (p.e.,\u00a0Rosch, 2007;\u00a0Nash et al., 2013;\u00a0Lutz et al., 2015), quest\u00f5es metodol\u00f3gicas espec\u00edficas (Davidson e Kaszniak, 2015) e a falta de uma teoria geral. Muitos dos problemas terminol\u00f3gicos se relacionam \u00e0s diferen\u00e7as no significado de constructos dentro do contexto tradicional budista e a pesquisa atual \u2013 o termo \u2018<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u2019 \u00e9 um claro exemplo disso (Williams e Kabat-Zinn, 2013), juntamente com constructos como \u2018percep\u00e7\u00e3o direta,\u2019 \u2018<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">insight<\/em>,\u2019 etc. (Rosch, 2007;\u00a0Dorjee, 2010). Tais confus\u00f5es apresentam fortes implica\u00e7\u00f5es para a pesquisa; por exemplo, se as defini\u00e7\u00f5es de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0s\u00e3o diferente entre as tradi\u00e7\u00f5es, n\u00e3o seria apropriado combinar estudos sobre\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0secular, estudos com praticantes Zen, meditantes em\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">insight<\/em>, e praticantes de Budismo Tibetano, ao se examinar o impacto de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0nos mecanismos neurocognitivos (p.e.,\u00a0Tang et al., 2015)?<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Os desafios terminol\u00f3gicos parecem se intensificar enquanto a pesquisa sobre medita\u00e7\u00e3o se torna mais inclusiva de uma ampla variedade e pr\u00e1ticas contemplativas<sup style=\"border: 0px; font-family: inherit; font-size: 18px; line-height: 1;\">1<\/sup>: variando desde investiga\u00e7\u00e3o contemplativa e medita\u00e7\u00e3o focada na experi\u00eancia sensorial, passando por recita\u00e7\u00e3o e visualiza\u00e7\u00e3o de mantras, e indo at\u00e9 as pr\u00e1ticas baseadas em movimento e energia. E mesmo dentro do tipo de pr\u00e1tica de medita\u00e7\u00e3o como medita\u00e7\u00e3o focada (Lutz et al., 2008), n\u00f3s parecemos encontrar grandes diferen\u00e7as dependendo do contexto da pr\u00e1tica (p.e., espiritual\/religiosa ou secular), do objeto (respira\u00e7\u00e3o, imagens sagradas, contempla\u00e7\u00e3o verbal, etc.), e do formato da pr\u00e1tica contemplativa (diferentes tipos de retiro, pr\u00e1tica formal e informal).<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Todas essas varia\u00e7\u00f5es podem contribuir para modula\u00e7\u00f5es distintivas dos mecanismos psicol\u00f3gicos e neurocognitivos modificados pela medita\u00e7\u00e3o, mas s\u00e3o facilmente negligenciadas se n\u00f3s usarmos categorias gerais de tipos de medita\u00e7\u00e3o como objeto de pesquisa em ci\u00eancia contemplativa. Isso evidencia a necessidade de maior distin\u00e7\u00e3o entre as pr\u00e1ticas, seus processos e resultados, combinados com uma exig\u00eancia de integrar as similaridades e diferen\u00e7as entre as descobertas, em uma forte estrutura te\u00f3rica espec\u00edfica do assunto. Nesse sentido, crescentes n\u00famero de estudos te\u00f3ricos t\u00eam abordado temas ligados a defini\u00e7\u00e3o (p.e.,\u00a0Vago e Silbersweig, 2012) e classifica\u00e7\u00e3o na pesquisa em medita\u00e7\u00e3o (Lutz et al., 2008;\u00a0Josipovic, 2010;\u00a0Travis e Shear, 2010;\u00a0Nash et al., 2013;\u00a0Dahl et al., 2015).<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Al\u00e9m dos desafios terminol\u00f3gicos e de classifica\u00e7\u00e3o, h\u00e1 temas metodol\u00f3gicos espec\u00edficos ao campo da ci\u00eancia contemplativa. O principal deles se relaciona \u00e0 dimens\u00e3o introspectiva das pr\u00e1ticas contemplativas e \u00e0 dificuldade associada em se capturar dados em primeira e em segunda pessoa. As informa\u00e7\u00f5es em primeira pessoa se referem ao aspecto fenomenol\u00f3gico \u2018como \u00e9\u2019 da experi\u00eancia de medita\u00e7\u00e3o do praticante, ao qual somente o praticante tem acesso. Os dados em segunda pessoa s\u00e3o geralmente fornecidos por um praticante de medita\u00e7\u00e3o experiente, geralmente um professor, que pode relatar, de maneira fundamentada, aspectos fenomenol\u00f3gicos da experi\u00eancia pr\u00e1tica de outrem, geralmente um estudante. Esses tipos de dados tamb\u00e9m precisam ser substancialmente relacionados com dados de terceira pessoa, como avalia\u00e7\u00f5es comportamentais, fisiol\u00f3gicas e por imagem (Varela, 1996;\u00a0Davidson e Kaszniak, 2015;\u00a0Lutz et al., 2015).<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Outro desafio metodol\u00f3gico se relaciona ao contexto das pr\u00e1ticas contemplativas (seus aspectos secular, espiritual, ou religioso), que \u00e9 crescentemente reconhecido em teoria como um fator importante que modula os resultados e mecanismos (p.e.,\u00a0Shapiro et al., 2006;\u00a0Dorjee, 2010), mas raramente \u00e9 considerado e avaliado na pesquisa emp\u00edrica. Assim, a maioria dos estudos traz uma vis\u00e3o limitada de medita\u00e7\u00e3o focada em uma pr\u00e1tica espec\u00edfica, tirada de um sistema contemplativo complexo, sem uma perspectiva mais sistem\u00e1tica do papel que a pr\u00e1tica desempenha na trajet\u00f3ria permanente de bem-estar e prop\u00f3sito da vida de uma pessoa.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Curiosamente, todos esses desafios terminol\u00f3gicos, te\u00f3ricos e metodol\u00f3gicos parecem apontar para a mesma limita\u00e7\u00e3o fundamental do campo que permanece n\u00e3o abordada \u2013 a falta de clareza conceitual da ci\u00eancia contemplativa e de seu objeto de estudo. A maioria dos estudos atuais em medita\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e, implicitamente, que as pr\u00f3prias pr\u00e1ticas contemplativas (muitas vezes indistintamente equiparadas a processos e resultados que elas produzem) s\u00e3o o objeto de estudo da pesquisa em ci\u00eancia contemplativa. Esse pressuposto fundamental poderia estar na ess\u00eancia dos desafios que a ci\u00eancia contemplativa est\u00e1 enfrentando hoje. Por exemplo, se\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0(ou qualquer outra pr\u00e1tica contemplativa) como uma pr\u00e1tica, capacidade, processo ou resultado \u00e9 o principal objeto de estudo da ci\u00eancia contemplativa, as dificuldades conceituais associadas com o termo \u2018<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u2019 t\u00eam import\u00e2ncia fundamental. Entretanto, se o principal objeto de estudo da ci\u00eancia contemplativa se define em termos de uma capacidade, processo ou estado da mente geral (n\u00e3o espec\u00edfico da pr\u00e1tica), os problemas terminol\u00f3gicos que surgem de defini\u00e7\u00f5es disparatadas de pr\u00e1ticas contemplativas adquirem import\u00e2ncia secund\u00e1ria \u2013 dificuldades de terminologia associadas com pr\u00e1ticas essenciais podem ser grandemente reduzidas por instru\u00e7\u00f5es claras de pr\u00e1ticas e processos espec\u00edficos ou resultados que eles tencionem produzir.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Da mesma forma, se a ci\u00eancia contemplativa \u00e9 definida em termos de constructos mentais ou cognitivos n\u00e3o espec\u00edficos a determinadas pr\u00e1ticas contemplativas (para evitar equiparar a disciplina e seu objeto com as pr\u00e1ticas contemplativas), isso focaria as pesquisas em similaridades e diferen\u00e7as subjacentes (em termos de mecanismos) entre as pr\u00e1ticas, contribuindo para o avan\u00e7o de uma teoria integrativa da ci\u00eancia contemplativa. Al\u00e9m disso, definir o objeto de estudo em termos de constructos mentais ou cognitivos poderia criar pontes te\u00f3ricas, possibilitando considera\u00e7\u00f5es focadas no potencial singular da ci\u00eancia contemplativa de contribuir mais amplamente para a pesquisa na ci\u00eancia cognitiva e na psicologia.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Finalmente, tal defini\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia contemplativa poderia tamb\u00e9m ajudar a esclarecer o foco metodol\u00f3gico da disciplina \u2013 se a formula\u00e7\u00e3o do objeto de estudo da disciplina enfatiza claramente a import\u00e2ncia de se estudar a dimens\u00e3o experiencial do funcionamento mental e o contexto da pr\u00e1tica contemplativa, isso vai exigir a integra\u00e7\u00e3o dos enfoques em primeira e segunda pessoa e considera\u00e7\u00f5es sobre contexto contemplativo em sua metodologia essencial. Alinhado a esse enfoque, este artigo prop\u00f5e uma poss\u00edvel defini\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia contemplativa e seu objeto de estudo.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Definindo Ci\u00eancia Contemplativa<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>A Capacidade Autorreguladora Metacognitiva da Mente<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Autorregula\u00e7\u00e3o e Pr\u00e1tica Contemplativa<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">O aprimoramento da autorregula\u00e7\u00e3o (SR) como a habilidade de notar e efetivamente manejar pensamentos, respostas emocionais e comportamentos tem sido destacada como o principal mecanismo neurocognitivo de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0\u2013 a t\u00e9cnica de medita\u00e7\u00e3o mais estudada (H\u00f6lzel et al., 2011;\u00a0Tang et al., 2015). Deixando de lado as diferen\u00e7as amplamente debatidas das defini\u00e7\u00f5es de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0(\u2018sati\u2019 em pali), os processos essenciais da SR \u2013 de orienta\u00e7\u00e3o, mudan\u00e7a e aten\u00e7\u00e3o sustentada \u2013, combinados com consci\u00eancia metacognitiva (\u2018sampajanna\u2019 em pali,\u00a0Thera, 1998;\u00a0Wallace, 1999a) s\u00e3o enfatizados na maioria das defini\u00e7\u00f5es de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>. Eles s\u00e3o tamb\u00e9m considerados pr\u00e9-requisitos essenciais para qualquer pr\u00e1tica de medita\u00e7\u00e3o no contexto budista. Isso faz o constructo da SR amplamente aplic\u00e1vel a toda pesquisa contemplativa. Entretanto, a SR tamb\u00e9m \u00e9 um constructo usado dentro e fora da pesquisa contemplativa, o que destaca a necessidade de se determinar como as pr\u00e1ticas de medita\u00e7\u00e3o poderiam especificamente acionar a SR (Figura 1).<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>FIGURE 1<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Figura 1.<\/strong>\u00a0<strong>Sistemas e processos essenciais modificados pelo treinamento contemplativo.\u00a0<\/strong>A capacidade autorreguladora metacognitiva da mente (MSCM) consiste em sistemas e processos interligados de metacogni\u00e7\u00e3o e aten\u00e7\u00e3o, regula\u00e7\u00e3o da emo\u00e7\u00e3o e processamento conceitual. Mudan\u00e7as cumulativas na MSCM provocam altera\u00e7\u00f5es nos modos de consci\u00eancia existencial (MEA). Tanto as mudan\u00e7as na MSCM como as altera\u00e7\u00f5es nos MEA s\u00e3o moduladas por fatores motivacionais\/intencionais e contextuais de pr\u00e1tica contemplativa. Os fatores motivacionais\/intencionais tamb\u00e9m podem ser afetados pelas altera\u00e7\u00f5es nos MEA, e de certa forma ser modulados por mudan\u00e7as na MSCM. Mudan\u00e7as na MSCM e altera\u00e7\u00f5es associadas nos MEA modificam ainda o equil\u00edbrio simp\u00e1tico\/parassimp\u00e1tico do sistema nervoso aut\u00f4nomo (SNA), que media o impacto dessas mudan\u00e7as no bem-estar f\u00edsico. As mudan\u00e7as no SNA tamb\u00e9m afetam a Metacogni\u00e7\u00e3o e a Aten\u00e7\u00e3o, Regula\u00e7\u00e3o da Emo\u00e7\u00e3o e Processamento Conceitual, principalmente via os mecanismos neuroend\u00f3crinos do eixo hipot\u00e1lamo-pituit\u00e1ria-adrenal (HPA).<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Na pesquisa psicol\u00f3gica, a autorregula\u00e7\u00e3o \u00e9 geralmente definida em termos de regula\u00e7\u00e3o adaptativa da aten\u00e7\u00e3o, dirigida para metas (incluindo dirigir, alterar e sustentar a aten\u00e7\u00e3o;\u00a0Hofmann et al., 2012) e regula\u00e7\u00e3o da emo\u00e7\u00e3o (permitindo a modula\u00e7\u00e3o de respostas a est\u00edmulos emocionais;\u00a0Gross e Thompson, 2007) \u2013 processos essenciais para a modula\u00e7\u00e3o efetiva do comportamento e em intera\u00e7\u00f5es sociais.<sup style=\"border: 0px; font-family: inherit; font-size: 18px; line-height: 1;\">2<\/sup>\u00a0Tal defini\u00e7\u00e3o de SR parece igualmente relevante \u00e0 pesquisa em ci\u00eancia contemplativa, mas o treinamento contemplativo enfatiza especialmente um aspecto espec\u00edfico de SR raramente considerado na pesquisa psicol\u00f3gica \u2013 a metacogni\u00e7\u00e3o introspectiva (consci\u00eancia e conhecimento das sensa\u00e7\u00f5es corporais, fen\u00f4menos mentais e comportamento). \u00c9 aqui que muitas t\u00e9cnicas de medita\u00e7\u00e3o parecem envolver SR de maneira diferente de outros m\u00e9todos de treinamento de SR, j\u00e1 que notar pensamentos, sentimentos, percep\u00e7\u00f5es, afeto e comportamento instant\u00e2neos, assim como perceber os seus padr\u00f5es gerais, \u00e9 sua marca caracter\u00edstica.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Regula\u00e7\u00e3o da Emo\u00e7\u00e3o no Contexto Contemplativo<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Um outro aspecto da SR particularmente visado pelas pr\u00e1ticas contemplativas \u00e9 o de desenvolver qualidades emocionais espec\u00edficas e estrat\u00e9gias de regula\u00e7\u00e3o da emo\u00e7\u00e3o. Esses processos de regula\u00e7\u00e3o da emo\u00e7\u00e3o baseiam-se intimamente nas habilidades de controle de aten\u00e7\u00e3o, aten\u00e7\u00e3o sustentada e metacogni\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m impactam essas habilidades (veja conex\u00f5es entre Metacogni\u00e7\u00e3o\/Aten\u00e7\u00e3o e Regula\u00e7\u00e3o da Emo\u00e7\u00e3o na Figura 1). As qualidades de aceita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o reatividade s\u00e3o mais frequentemente destacadas na pesquisa em medita\u00e7\u00e3o (p.e.,\u00a0Bishop et al., 2004;\u00a0Baer et al., 2008) junto com emo\u00e7\u00f5es positivas de bondade amorosa e compaix\u00e3o (p.e.,\u00a0Hofmann et al., 2011). Algumas tradi\u00e7\u00f5es igualmente enfatizam a alegria emp\u00e1tica e equanimidade (Wallace, 1999b). O treinamento contemplativo visando cultivar essas qualidades e emo\u00e7\u00f5es geralmente estimula o desenvolvimento de estrat\u00e9gias singulares de regula\u00e7\u00e3o da emo\u00e7\u00e3o, envolvendo rotula\u00e7\u00e3o afetiva, visualiza\u00e7\u00e3o, contempla\u00e7\u00f5es reflexivas, transforma\u00e7\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es negativas em suas emo\u00e7\u00f5es positivas \u2018ant\u00eddotos,\u2019 etc. H\u00e1 muitas diferen\u00e7as importantes entre as tradi\u00e7\u00f5es contemplativas em termos de sua \u00eanfase nas qualidades, emo\u00e7\u00f5es e estrat\u00e9gias particulares. H\u00e1 tamb\u00e9m diferen\u00e7as em termos das pr\u00e1ticas que levem ao seu cultivo (p.e., mais implicitamente o treinamento em bondade amorosa e compaix\u00e3o com enfoque baseado em\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0secular; escolas de Budismo Tibetano utilizam uma variedade de pr\u00e1ticas baseadas em conceitualiza\u00e7\u00e3o e visualiza\u00e7\u00e3o expl\u00edcitas, treinando diferentes graus de bondade amorosa, compaix\u00e3o, regozijo, e equanimidade; e diversas pr\u00e1ticas, algumas delas baseadas na visualiza\u00e7\u00e3o, s\u00e3o aplicadas em treinamento contemplativo crist\u00e3o da Tradi\u00e7\u00e3o Inaciana). Essas varia\u00e7\u00f5es merecem muito mais aten\u00e7\u00e3o na pesquisa do que elas t\u00eam recebido at\u00e9 agora, mas a \u00eanfase geral no cultivo de certos estados e tra\u00e7os afetivos positivos \u00e9 outra caracter\u00edstica da SR singular para esse constructo, dentro do contexto da ci\u00eancia contemplativa.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Processamento Conceitual, Autorregula\u00e7\u00e3o e Pr\u00e1tica Contemplativa<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Um aspecto adicional de SR, que geralmente n\u00e3o \u00e9 considerado nos modelos psicol\u00f3gicos de SR, e raramente considerado na pesquisa em medita\u00e7\u00e3o, \u00e9 a contribui\u00e7\u00e3o dos processos de linguagem, e mais amplamente o processamento conceitual, para SR. Por exemplo,\u00a0Farb et al. (2010)\u00a0encontraram que novatos na medita\u00e7\u00e3o mostraram maior ativa\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o pr\u00e9-frontal esquerda e nas \u00e1reas de Wernicke do c\u00e9rebro (possivelmente devido a rumina\u00e7\u00e3o), associada com maiores graus de depress\u00e3o, em compara\u00e7\u00e3o com participantes que tinham completado um curso de redu\u00e7\u00e3o do estresse baseada em\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0(MBSR). Em um estudo transversal,\u00a0Pagnoni et al. (2008)\u00a0relataram menor ativa\u00e7\u00e3o em \u00e1reas envolvidas no processamento conceitual em meditantes Zen, em compara\u00e7\u00e3o com n\u00e3o meditantes, em uma tarefa de decis\u00e3o lexical. E em um estudo\u00a0disposicional, Dorjee et al. (2015)\u00a0encontraram associa\u00e7\u00e3o positiva entre\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0disposicional (<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">trait<\/em>\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>) e o efeito N400 para alvos negativos de pares de palavras afetivas, indicando acesso menos frequente de significados de palavras negativas em indiv\u00edduos mais conscientes.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Tais altera\u00e7\u00f5es no processamento da linguagem deveriam ser vistas como consequ\u00eancia de aprimoramentos da SR relacionada a aten\u00e7\u00e3o e emo\u00e7\u00e3o. Entretanto, elas poderiam igualmente refletir envolvimentos claros com o processamento conceitual visado pelas pr\u00e1ticas contemplativas, por exemplo quando a medita\u00e7\u00e3o estimula a consci\u00eancia n\u00e3o elaborativa dos pensamentos (com pensamentos frequentemente expressos tanto de maneira aberta quanto dissimulada na linguagem), o que poderia liberar mais recursos cognitivos para a SR. Al\u00e9m disso, algumas t\u00e9cnicas de medita\u00e7\u00e3o envolvem contempla\u00e7\u00f5es focadas em t\u00f3picos como imperman\u00eancia (envolvendo fala aberta ou silenciosa) e outras medita\u00e7\u00f5es ensinam linguagem neutra para a rotula\u00e7\u00e3o de experi\u00eancia, usam recita\u00e7\u00f5es de mantras, ou estimulam visualiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o verbais complexas. Essas almejadas modula\u00e7\u00f5es do processamento conceitual ou da linguagem mais provavelmente contribuem de maneira singular para as mudan\u00e7as de SR resultantes da medita\u00e7\u00e3o. Portanto, o processamento conceitual precisa ser reconhecido como um dos mecanismos de SR modificados pela medita\u00e7\u00e3o, e ambos podem ser afetados e afetar diretamente a metacogni\u00e7\u00e3o, aten\u00e7\u00e3o e os processos de regula\u00e7\u00e3o da emo\u00e7\u00e3o (veja conex\u00f5es entre Processamento Conceitual, Metacogni\u00e7\u00e3o, Aten\u00e7\u00e3o e Regula\u00e7\u00e3o da Emo\u00e7\u00e3o na Figura 1).<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Fatores Motivacionais\/Intencionais e Contextuais<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">A autorregula\u00e7\u00e3o, no contexto da pesquisa em medita\u00e7\u00e3o, est\u00e1 tamb\u00e9m intrinsecamente vinculada aos fatores motivacionais\/intencionais<sup style=\"border: 0px; font-family: inherit; font-size: 18px; line-height: 1;\">3<\/sup>\u00a0e contextuais (Shapiro et al., 2006;\u00a0Dorjee, 2010;\u00a0Vago e Silbersweig, 2012). Por exemplo, alguns praticantes podem se engajar na pr\u00e1tica contemplativa para aprender como lidar com o estresse ou regular melhor a dor cr\u00f4nica; para outros, o engajamento nessa pr\u00e1tica pode ser uma maneira de encontrar significado e prop\u00f3sito existenciais. \u00c9 importante ressaltar que, no contexto contemplativo, os fatores motivacionais\/intencionais est\u00e3o estreitamente vinculados ao contexto filos\u00f3fico mais amplo de uma pr\u00e1tica, e particularmente \u00e0 \u00e9tica \u2013 cultivo de estados e qualidades considerados virtuosos dentro de uma estrutura contemplativa espec\u00edfica.\u00a0Dahlsgaard et al. (2005) sugeriram uma poss\u00edvel aproxima\u00e7\u00e3o de algumas virtudes essenciais entre as tradi\u00e7\u00f5es contemplativas, mas inevitavelmente h\u00e1 tamb\u00e9m diferen\u00e7as importantes. Algumas tradi\u00e7\u00f5es contemplativas incluem especifica\u00e7\u00f5es claras de faculdades, qualidades e estados considerados virtuosos, n\u00e3o virtuosos e neutros (Thera, 1998). O treinamento contemplativo, da mesma forma, visa o desenvolvimento de qualidades e estados virtuosos, e redu\u00e7\u00e3o dos n\u00e3o virtuosos (Dreyfus, 2002), como determinado por fatores motivacionais\/intencionais mais abrangentes.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">A especifica\u00e7\u00e3o dos fatores motivacionais\/intencionais, em geral, \u00e9 intimamente vinculada a um contexto mais amplo da pr\u00e1tica contemplativa, mais notadamente praticando dentro de uma certa tradi\u00e7\u00e3o, com suas vis\u00f5es filos\u00f3ficas espec\u00edficas moldando as percep\u00e7\u00f5es e metas da pr\u00e1tica. Outro aspecto destacado se relaciona a praticar dentro de um contexto contemplativo ordenado e estruturado que foca tipicamente em fatores motivacionais\/intencionais expl\u00edcitos (se mon\u00e1stico ou n\u00e3o mon\u00e1stico), enquanto que fora do contexto estruturado de treino contemplativo tradicional, os fatores motivacionais\/intencionais s\u00e3o tipicamente menos especificados e enfatizados.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Enquanto alguns desses fatores contextuais e motivacionais\/intencionais t\u00eam sido teoricamente destacados na pesquisa em medita\u00e7\u00e3o (Shapiro et al., 2006;\u00a0Dorjee, 2010,\u00a02013), eles raramente s\u00e3o considerados em estudos experimentais que avaliam efici\u00eancia e mecanismos da medita\u00e7\u00e3o. Nosso entendimento da evolu\u00e7\u00e3o dos fatores motivacionais\/intencionais com as pr\u00e1ticas contemplativas de longa dura\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 muito limitado (p.e.,\u00a0Shapiro, 1992). Em algumas tradi\u00e7\u00f5es contemplativas, como no Budismo Mahayana, uma evolu\u00e7\u00e3o da motiva\u00e7\u00e3o\/inten\u00e7\u00f5es autofocadas para autotranscendentes \u00e9 explicitamente estimulada (Dorjee, 2013). Em geral, os fatores motivacionais\/intencionais e contextuais tendem a modular significativamente o engajamento dos praticantes com as pr\u00e1ticas contemplativas e as mudan\u00e7as resultantes na SR (ver conex\u00f5es com Metacogni\u00e7\u00e3o e Aten\u00e7\u00e3o, Regula\u00e7\u00e3o da Emo\u00e7\u00e3o e Processamento Conceitual na Figura 1). As modula\u00e7\u00f5es na SR, particularmente as mudan\u00e7as nos esquemas conceituais relevantes \u00e0 autoimagem e valores, tamb\u00e9m pode afetar os fatores motivacionais\/intencionais.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Postulando a Capacidade Metacognitiva Autorreguladora da Mente<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Resumidamente, as pr\u00e1ticas contemplativas parecem aprimorar a aten\u00e7\u00e3o e a metacogni\u00e7\u00e3o<sup style=\"border: 0px; font-family: inherit; font-size: 18px; line-height: 1;\">4<\/sup>\u00a0introspectiva dos conte\u00fados\/processos mentais e comportamento de modos distintos. Elas tamb\u00e9m cultivam estados afetivos particulares, tra\u00e7os e estrat\u00e9gias de regula\u00e7\u00e3o da emo\u00e7\u00e3o e modificam o processamento conceitual de maneira singular. Esses estados, tra\u00e7os e processos cognitivos, afetivos e conceituais podem ser considerados caracter\u00edsticas de uma capacidade natural geral da mente, especificamente denominada aqui \u2018capacidade autorreguladora metacognitiva (MSRC) da mente,\u2019 a qual o treinamento contemplativo busca aprimorar. Essa capacidade habilita a metaconsci\u00eancia reflexiva dos fen\u00f4menos mentais e do comportamento e sua modula\u00e7\u00e3o adaptativa<sup style=\"border: 0px; font-family: inherit; font-size: 18px; line-height: 1;\">5<\/sup>\u00a0(que conduz ao bem-estar). Os processos da MSRC s\u00e3o modificados pelos fatores motivacionais\/intencionais e contextuais das pr\u00e1ticas contemplativas (Figura 1).<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Enquanto a MSRC \u00e9 considerada aqui como um termo guarda-chuva, os padr\u00f5es particulares de mudan\u00e7as na MSRC resultantes de treinamentos contemplativos espec\u00edficos v\u00e3o provavelmente diferir entre pr\u00e1ticas e tradi\u00e7\u00f5es contemplativas. Todas as pr\u00e1ticas de medita\u00e7\u00e3o aprimoram a consci\u00eancia metacognitiva e o controle da aten\u00e7\u00e3o at\u00e9 um certo grau, uma vez que estes s\u00e3o fundamentais para qualquer pr\u00e1tica de medita\u00e7\u00e3o. Mas as contempla\u00e7\u00f5es em um tema espec\u00edfico (p.e., imperman\u00eancia) podem tamb\u00e9m acionar sistemas de linguagem de maneiras diferentes, com consequente impacto nos fatores motivacionais\/intencionais e de regula\u00e7\u00e3o da emo\u00e7\u00e3o. Em compara\u00e7\u00e3o, as pr\u00e1ticas baseadas em visualiza\u00e7\u00e3o podem melhorar o processamento conceitual visioespacial (p. e., Kozhevnikov et al., 2009) e reduzir a ativa\u00e7\u00e3o em \u00e1reas de linguagem, com impacto indireto na regula\u00e7\u00e3o emocional em uma estrutura de desenvolvimento espiritual mais ampla. Abordagens baseadas em\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0podem modificar o envolvimento de \u00e1reas de linguagem, atrav\u00e9s de sua \u00eanfase no processamento n\u00e3o elaborativo e foco sensorial (por exemplo, Farb et al., 2010), e mais diretamente no desenvolvimento de estrat\u00e9gias espec\u00edficas de regula\u00e7\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es adaptativas no contexto secular, etc.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Modula\u00e7\u00f5es do Sistema Nervoso Aut\u00f4nomo<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Melhorias na MSRC resultantes da pr\u00e1tica contemplativa tamb\u00e9m podem ter efeitos tang\u00edveis nos processos fisiol\u00f3gicos associados a bem-estar e sa\u00fade (ver liga\u00e7\u00f5es entre Metacogni\u00e7\u00e3o e Aten\u00e7\u00e3o, Regula\u00e7\u00e3o Emocional, Processamento Conceitual e Sistema Nervoso Aut\u00f4nomo (SNA) na Figura 1). Esses processos fisiol\u00f3gicos t\u00eam sido at\u00e9 agora estudados principalmente em termos de modula\u00e7\u00f5es no equil\u00edbrio simp\u00e1tico\/parassimp\u00e1tico do SNA, ligado \u00e0 ativa\u00e7\u00e3o do eixo hipotal\u00e2mico-pituit\u00e1rio-adrenal (HPA) durante a resposta ao estresse. As evid\u00eancias iniciais sugerem que dois importantes \u00edndices, tanto do estresse agudo quanto do cr\u00f4nico, podem ser modulados pela pr\u00e1tica contemplativa: os n\u00edveis de cortisol, como marcador de resposta de estresse end\u00f3crino, e os \u00edndices de variabilidade da frequ\u00eancia card\u00edaca (VFC), do equil\u00edbrio simp\u00e1tico\/parassimp\u00e1tico. Por exemplo, a quantidade de pr\u00e1tica de medita\u00e7\u00e3o tem sido negativamente relacionada aos n\u00edveis de cortisol matinal, sugerindo menos estresse cr\u00f4nico (Brand et al., 2012). No entanto, os resultados sobre os efeitos das MBAs nos n\u00edveis de cortisol s\u00e3o mistos (O\u2019Leary et al., 2015). Os achados iniciais sobre as mudan\u00e7as nos \u00edndices de VFC, um biomarcador da atividade parassimp\u00e1tica, retratam aumentos na frequ\u00eancia de VFC alta ap\u00f3s 10 dias de treinamento em Vipassana (Krygier et al., 2013).<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">No entanto, poucos estudos examinaram liga\u00e7\u00f5es verdadeiras entre modula\u00e7\u00f5es na atividade do SNA e os processos neurocognitivos da MSRC com a pr\u00e1tica contemplativa \u2013 um estudo de Tang et al. (2009) foi uma das raras exce\u00e7\u00f5es. Eles encontraram uma associa\u00e7\u00e3o entre um \u00edndice EEG da atividade do c\u00f3rtex cingulado anterior e VFC alta em um grupo que praticou treinamento integrativo mente-corpo (que inclui pr\u00e1ticas de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>). At\u00e9 o momento, nenhum estudo explorou como o equil\u00edbrio simp\u00e1tico\/parassimp\u00e1tico, como tal, poderia afetar o engajamento com a pr\u00e1tica contemplativa e as mudan\u00e7as associadas na MSRC (ver liga\u00e7\u00f5es rec\u00edprocas com o\u00a0SNA na Figura 1). Da mesma forma, nenhum estudo investigou as liga\u00e7\u00f5es entre a ativa\u00e7\u00e3o do SNA e os fatores intencionais\/motivacionais e contextuais das pr\u00e1ticas contemplativas.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">A investiga\u00e7\u00e3o de semelhan\u00e7as e modula\u00e7\u00f5es diferenciais da MSRC (seus processos e resultados) pelas pr\u00e1ticas contemplativas, juntamente com seus fatores motivacionais\/intencionais e contextuais e suas implica\u00e7\u00f5es nas modula\u00e7\u00f5es do equil\u00edbrio do SNA, pode ser considerada um dos dois objetivos essenciais da ci\u00eancia contemplativa. O segundo objetivo (n\u00e3o menos importante) da ci\u00eancia contemplativa \u00e9 investigar altera\u00e7\u00f5es fenomenol\u00f3gicas na consci\u00eancia do\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">self<\/em>\u00a0e da realidade resultantes das pr\u00e1ticas contemplativas. Examinaremos agora as evid\u00eancias emp\u00edricas atuais e os fundamentos te\u00f3ricos dessas mudan\u00e7as espec\u00edficas da medita\u00e7\u00e3o na consci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Modos de Consci\u00eancia Existencial<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Mudan\u00e7as na Autoimagem com a Medita\u00e7\u00e3o: Abordagens atuais e suas Limita\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">As modifica\u00e7\u00f5es na consci\u00eancia e na constru\u00e7\u00e3o do\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">self<\/em>\u00a0e da realidade s\u00e3o frequentemente destacadas como os objetivos essenciais das pr\u00e1ticas contemplativas entre as tradi\u00e7\u00f5es (Dahl et al., 2015). No entanto, a compreens\u00e3o cient\u00edfica ocidental das caracter\u00edsticas, estados e processos associados \u00e9 muito limitada. Por exemplo, Farb et al. (2007) investigaram mudan\u00e7as na consci\u00eancia autorreferencial, comparando a constru\u00e7\u00e3o narrativa do\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">self<\/em>\u00a0com o foco na experi\u00eancia sensorial do momento presente, em participantes que completaram um curso de MBSR e em novatos em medita\u00e7\u00e3o. Os resultados revelaram ativa\u00e7\u00e3o aumentada no c\u00f3rtex insular direito e c\u00f3rtex somatossensorial para o grupo de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0em condi\u00e7\u00e3o de momento presente. Isso sugere uma ativa\u00e7\u00e3o diferencial entre o modo de narrativa e o modo de momento presente, que parece ser aumentada ainda mais pelo treinamento em\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>. No entanto, n\u00e3o est\u00e1 claro at\u00e9 que ponto essas descobertas refletem principalmente diferen\u00e7as no foco de aten\u00e7\u00e3o (sensa\u00e7\u00f5es corporais vs. narra\u00e7\u00e3o) durante as duas instru\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o as diferen\u00e7as na pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o do\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">self<\/em>.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Talvez mais perto de investigar altera\u00e7\u00f5es espec\u00edficas na autoimagem com medita\u00e7\u00e3o, um estudo recente examinou os correlatos neurais associados \u00e0 n\u00e3o reatividade ao autoelogio e autocr\u00edtica, em meditantes antigos em\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0e novatos em medita\u00e7\u00e3o (Lutz et al., 2016). Os resultados mostraram ativa\u00e7\u00e3o aumentada no c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal dorsomedial (possivelmente refletindo maior regula\u00e7\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es) e diminui\u00e7\u00e3o da conectividade entre esta \u00e1rea e outras regi\u00f5es na rede em modo padr\u00e3o (<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">default mode<\/em>) em meditantes antigos, em compara\u00e7\u00e3o com os novatos. Esse \u00faltimo resultado foi interpretado como indicador de menos autofoco nos meditantes, manifestando-se como menor reatividade. Os autores, no entanto, reconhecem a dificuldade em distinguir entre efeitos espec\u00edficos da emo\u00e7\u00e3o e autorreferenciais em seus resultados, e argumentam que estes podem estar intimamente interligados e, portanto, s\u00e3o dif\u00edceis de separar.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Outros estudos sobre medita\u00e7\u00e3o avaliaram o processamento autorrelacionado mais espont\u00e2neo atrav\u00e9s da medi\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o cerebral no modo padr\u00e3o (Raichle et al., 2001; Raichle e Snyder, 2007), o que \u00e9 geralmente avaliado usando imagem por resson\u00e2ncia magn\u00e9tica funcional enquanto os participantes est\u00e3o simplesmente descansando ou fixando seu olhar em uma cruz na tela. Isso estimula o engajamento no processamento espont\u00e2neo no modo \u2018padr\u00e3o\u2019, o que, para a maioria das pessoas, parece envolver a divaga\u00e7\u00e3o mental (atividade de tarefa aleat\u00f3ria desligada). Em um estudo com meditantes experientes e novatos em medita\u00e7\u00e3o, Brewer et al. (2011)\u00a0descobriram que, durante o repouso, bem como durante a medita\u00e7\u00e3o, os meditantes mostraram conectividade mais forte entre o c\u00f3rtex cingulado posterior, o c\u00f3rtex cingulado dorsal anterior e os c\u00f3rtices pr\u00e9-frontais dorsolaterais. Isso sugere melhor automonitoramento e controle cognitivo nos meditantes. Al\u00e9m disso, descobertas sobre desativa\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas centrais da rede em modo padr\u00e3o (c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal medial e cingulado posterior) durante o descanso e durante tr\u00eas diferentes pr\u00e1ticas de medita\u00e7\u00e3o (concentra\u00e7\u00e3o, bondade amorosa, consci\u00eancia sem escolha) foram interpretadas como com menor divaga\u00e7\u00e3o nos meditantes. Da mesma forma, Taylor et al. (2013) descobriram que os meditantes tiveram conectividade reduzida entre o c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal medial (associado \u00e0 divaga\u00e7\u00e3o e ao processamento autorreferencial) e outras regi\u00f5es. Embora esses resultados sejam certamente novos e interessantes, mais uma vez n\u00e3o est\u00e1 claro quais aspectos das diferen\u00e7as na ativa\u00e7\u00e3o cerebral s\u00e3o distintamente relevantes para a autoimagem e refletem processos de aten\u00e7\u00e3o mais abrangentes. Particularmente, o resultado com aus\u00eancia de modula\u00e7\u00e3o diferencial entre os tr\u00eas tipos de medita\u00e7\u00e3o e o estado de repouso, obtido no estudo de Brewer et al. (2011), indica que o padr\u00e3o de ativa\u00e7\u00e3o cerebral mais provavelmente reflete regula\u00e7\u00e3o similar dos processos de aten\u00e7\u00e3o do que do processamento autorreferencial. Isso \u00e9 porque a pr\u00e1tica da consci\u00eancia sem escolha, visando intimamente os processos autorrelacionados, deveria reduzir mais seletivamente a atividade relacionada \u00e0 autoimagem do que a aten\u00e7\u00e3o focada (Lutz et al., 2008).<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Assim, apesar do crescente n\u00famero de estudos que investigam modula\u00e7\u00f5es em processos autorreferenciais com medita\u00e7\u00e3o, as implica\u00e7\u00f5es dessas descobertas para nossa compreens\u00e3o das mudan\u00e7as na autoimagem, resultantes da medita\u00e7\u00e3o, parecem limitadas. A observa\u00e7\u00e3o de sobreposi\u00e7\u00e3o entre ativa\u00e7\u00f5es cerebrais associadas a emo\u00e7\u00e3o e autorrefer\u00eancia em pesquisas sobre medita\u00e7\u00e3o (Lutz et al., 2016), assim como a dificuldade em dissociar a aten\u00e7\u00e3o (Farb et al., 2007) ou divaga\u00e7\u00e3o mental (Taylor et al., 2011; Brewer et al., 2013) e processos autorreferenciais em outros estudos de medita\u00e7\u00e3o levantam uma quest\u00e3o-chave para esse tipo de pesquisa em ci\u00eancia contemplativa: seria a constru\u00e7\u00e3o do\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">self<\/em>\u00a0uma mera acumula\u00e7\u00e3o de outros processos, relacionados principalmente a aten\u00e7\u00e3o, emo\u00e7\u00e3o e mem\u00f3ria? Esta \u00e9 a abordagem comumente aplicada em pesquisas cognitivas e neurocient\u00edficas sobre autorrefer\u00eancia\u00a0(Northoff et al., 2006),\u00a0e os estudos de medita\u00e7\u00e3o mais atuais parecem assumir que ela \u00e9 igualmente apropriada para investigar mudan\u00e7as na constru\u00e7\u00e3o do\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">self<\/em>\u00a0com pr\u00e1ticas contemplativas. Mas algumas tradi\u00e7\u00f5es contemplativas fornecem descri\u00e7\u00f5es da desconstru\u00e7\u00e3o radical do processamento autorreferencial usual com pr\u00e1ticas contemplativas. Tais mudan\u00e7as podem ser capturadas de maneira significativa usando os m\u00e9todos cognitivos e neurocient\u00edficos tradicionais?<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Um estudo de Josipovic (2014) foi\u00a0o primeiro com o objetivo de investigar as altera\u00e7\u00f5es mais avan\u00e7adas no autofoco, examinando correlatos neurais de estados de consci\u00eancia, caracterizados por uma diferencia\u00e7\u00e3o muito reduzida entre o sujeito e o objeto de experi\u00eancia (n\u00e3o dualidade), em meditantes experientes. Os resultados indicaram diferen\u00e7as claras entre os padr\u00f5es de ativa\u00e7\u00e3o cerebral na medita\u00e7\u00e3o focada e na medita\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia n\u00e3o dual, assim dissociando as duas. No entanto, mais uma vez n\u00e3o est\u00e1 claro at\u00e9 que ponto essas diferen\u00e7as foram o resultado da implementa\u00e7\u00e3o de diferentes tipos de medita\u00e7\u00e3o com diferentes objetos de foco de aten\u00e7\u00e3o. O principal resultado destacou um aumento na conectividade funcional entre o pr\u00e9-cuneo central e o c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal dorsolateral, o que foi interpretado como um poss\u00edvel \u00edndice de gradientes em consci\u00eancia n\u00e3o dual. Essa hip\u00f3tese pode ser at\u00e9 agora a mais pr\u00f3xima da postula\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de mudan\u00e7as neurais associadas a modula\u00e7\u00f5es na autoimagem com medita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Talvez a falta de evid\u00eancias de pesquisa diretamente relacionadas \u00e0s mudan\u00e7as na autoimagem com medita\u00e7\u00e3o se deva ao fato de um aspecto-chave desses estados ter sido omitido na maioria das investiga\u00e7\u00f5es anteriores de autorrefer\u00eancia em meditantes. Este componente relaciona-se com o aspecto do sentido experiencial \u2018como \u00e9\u2019 das mudan\u00e7as na autoimagem. Se capturarmos as altera\u00e7\u00f5es fenomenol\u00f3gicas na autoimagem, poderemos ser capazes de investigar as caracter\u00edsticas distintivas centrais dos estados de autoimagem em vez de aten\u00e7\u00e3o, emo\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria ou outros processos que sustentam os estados de autorrefer\u00eancia, mas n\u00e3o s\u00e3o espec\u00edficos nem definidores para eles. Tais relatos fenomenol\u00f3gicos permitiriam a avalia\u00e7\u00e3o de liga\u00e7\u00f5es com modula\u00e7\u00f5es em marcadores comportamentais ou neurais, enquanto as contribui\u00e7\u00f5es de emo\u00e7\u00e3o, aten\u00e7\u00e3o ou outro processamento cognitivo s\u00e3o controladas. Um estudo recente de Dor-Ziderman et al. (2016) foi o primeiro passo nessa abordagem; capturou os aspectos fenomenol\u00f3gicos da autoimagem convidando os meditantes a descrever seu senso de limite individual e de separa\u00e7\u00e3o do mundo externo. Associa\u00e7\u00f5es entre tr\u00eas estados distintos de autoimagem e correlatos neurais foram ent\u00e3o investigados usando magneto-encefalograma; os resultados destacaram altera\u00e7\u00f5es nas oscila\u00e7\u00f5es beta lateralizadas \u00e0 direita na jun\u00e7\u00e3o temporoparietal e no c\u00f3rtex parietal medial. Entretanto, dada a falta de uma teoria geral sobre estados fenomenol\u00f3gicos associados \u00e0 autoimagem, atualmente \u00e9 dif\u00edcil posicionar essas descobertas dentro de uma gama de estados desse tipo resultantes do treinamento em medita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Assim, um pr\u00e9-requisito essencial para testes futuros de quaisquer hip\u00f3teses sobre mudan\u00e7as na autoimagem com medita\u00e7\u00e3o parece ser a captura sistem\u00e1tica de relatos fenomenol\u00f3gicos em primeira pessoa, em gradientes de autoimagem fundamentados em uma teoria geral sobre tais estados. Esta abordagem necessitar\u00e1 do desenvolvimento de m\u00e9todos adequados de pesquisa em primeira e segunda pessoas, que sejam particularmente adequados para a pesquisa em ci\u00eancia contemplativa (ver se\u00e7\u00e3o \u201cDefini\u00e7\u00f5es de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">Mindfulness<\/em>\u00a0e Outras Pr\u00e1ticas Contemplativas\u201d para discuss\u00e3o futura). Ela tamb\u00e9m exigir\u00e1 o desenvolvimento de uma teoria abrangente, que descreva as diferen\u00e7as no processamento autorreferencial esperado com o aumento da profici\u00eancia em tipos espec\u00edficos de pr\u00e1ticas contemplativas, e como essas altera\u00e7\u00f5es poderiam se relacionar com o processamento e o bem-estar autorreguladores. Tal teoria forneceria base e orienta\u00e7\u00e3o para futuras investiga\u00e7\u00f5es emp\u00edricas focadas e sistem\u00e1ticas de mudan\u00e7as na interpreta\u00e7\u00e3o do\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">self<\/em>\u00a0com a medita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Postulando Modos de Consci\u00eancia Existencial<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Na estrutura proposta de ci\u00eancia contemplativa, sugere-se que mudan\u00e7as cumulativas nos aspectos atencionais, afetivos e conceituais dos processos autorreguladores metacognitivos, modulados por fatores motivacionais\/intencionais e contextuais da pr\u00e1tica da medita\u00e7\u00e3o, possibilitem altera\u00e7\u00f5es de estado mais abrangentes e fenomenologicamente distintas na consci\u00eancia do eu e da realidade (Figura 1). Essas altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o aqui denominadas \u2018modos de consci\u00eancia existencial\u2019 (MEA), para abranger tanto as modula\u00e7\u00f5es experienciais na constru\u00e7\u00e3o do\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">self<\/em>\u00a0quanto a compreens\u00e3o experiencial da natureza constru\u00edda da realidade. Elas refletem fenomenologicamente os esquemas existenciais pessoais de significado e prop\u00f3sito na vida, e \u00e9 por isso que eles s\u00e3o melhor descritos como \u2018existenciais\u2019. O treinamento em medita\u00e7\u00e3o est\u00e1 associado a uma progress\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es nos MEA. Por exemplo, no contexto budista da tradi\u00e7\u00e3o Dzogchen, os MEA iniciais est\u00e3o associados \u00e0 \u2018mente comum\u2019, caracterizada por uma constru\u00e7\u00e3o de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">self<\/em>\u00a0e realidade que \u00e9 fortemente determinada por nossas cogni\u00e7\u00f5es, h\u00e1bitos, hist\u00f3ria pessoal, cultura e sociedade. A mesma tradi\u00e7\u00e3o descreve que nos est\u00e1gios mais avan\u00e7ados do treinamento em medita\u00e7\u00e3o, os MEA envolvem um\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">insight<\/em>\u00a0da natureza da mente e da realidade, caracterizado pelo reconhecimento\/conhecimento experiencial e apoiado em base experiencial, a partir do qual o\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">self<\/em>\u00a0e a realidade s\u00e3o constru\u00eddos (\u2018rigpa\u2019- consci\u00eancia pr\u00edstina, Gyaltrul e Wallace, 1998; Padmasambhava, 2007).<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">H\u00e1 muitos MEA adicionais entre os dois extremos (Figura 2). Eles poderiam envolver uma progress\u00e3o de estados caracterizada pelo desenvolvimento crescente da consci\u00eancia autorreflexiva e a autoinvestiga\u00e7\u00e3o da natureza fugaz dos fen\u00f4menos mentais. Este seria, ent\u00e3o, o primeiro entendimento intelectual das no\u00e7\u00f5es constru\u00eddas do\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">self<\/em>, seguido pela realiza\u00e7\u00e3o experiencial da vacuidade do\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">self<\/em>\u00a0e, finalmente, estado n\u00e3o dual de consci\u00eancia pr\u00edstina (Dorjee, 2013). Examinando\u00a0mais de perto os processos subjacentes, o ac\u00famulo das experi\u00eancias iniciais de imperman\u00eancia pode levar ao afrouxamento da autoimagem usual, que, a princ\u00edpio, ainda est\u00e1 enraizada em distin\u00e7\u00f5es conceituais sobre o que o\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">self<\/em>\u00a0\u00e9 e n\u00e3o \u00e9. Isto \u00e9 possibilitado pelo aumento dos n\u00edveis de estabilidade na MSCM, que em algumas tradi\u00e7\u00f5es de medita\u00e7\u00e3o culmina na experi\u00eancia de absor\u00e7\u00e3o de forma e n\u00e3o forma (s\u00e2nscrito: Dhy\u0101na; pali: Jh\u0101na). Tais estados, no entanto, n\u00e3o s\u00e3o considerados como est\u00e1gios de liberta\u00e7\u00e3o real, devido ao seu foco na concentra\u00e7\u00e3o em vez de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">insight<\/em>\u00a0sobre a natureza do\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">self<\/em>\u00a0e da realidade (p.e.,\u00a0Gampopa, 1998).<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>FIGURA 2<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>FIGURA 2.<\/strong>\u00a0<strong>A figura descreve a progress\u00e3o nos MEA como estados associados a gradientes crescentes de desreifica\u00e7\u00e3o (processos).<\/strong>\u00a0MEA adicionais podem ser descritos entre os MEA destacados na figura (juntamente com os gradientes de desreifica\u00e7\u00e3o associados). Alguns tipos de treinamento contemplativo podem contornar certos MEA (p.e., tradi\u00e7\u00f5es budistas tibetanas geralmente n\u00e3o se engajam no treinamento de absor\u00e7\u00f5es de forma e n\u00e3o forma).<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">A vacuidade do \u2018<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">\u00a0self<\/em>\u00a0\u2018 \u00e9 ent\u00e3o realizada atrav\u00e9s de compreens\u00e3o puramente experiencial, que libera os constructos conceituais de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">self<\/em>\u00a0e n\u00e3o\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">self<\/em>. O modo mais avan\u00e7ado de consci\u00eancia existencial (em Dzogchen denominado rigpa \u2013 consci\u00eancia pr\u00edstina; Dalai Lama, 2000) transcende experiencialmente as no\u00e7\u00f5es de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">self<\/em>\u00a0atrav\u00e9s da dissolu\u00e7\u00e3o da dualidade entre o observador e o observado, e engloba a realiza\u00e7\u00e3o experiencial da natureza da mente e realidade. \u00c9 um estado n\u00e3o conceitual com um claro senso de saber (que pode ser considerado paradoxal a partir da perspectiva da \u2018mente comum\u2019, onde todo conhecimento \u00e9 conceitual) e experi\u00eancia de compaix\u00e3o n\u00e3o referencial e pervasiva. Uma das principais tarefas futuras da ci\u00eancia contemplativa \u00e9 fornecer uma teoria clara da progress\u00e3o dos MEA que possa, ent\u00e3o, ser testada empiricamente. Tal pesquisa precisa enfatizar a natureza intrinsecamente fenomenol\u00f3gica dos MEA e levar em considera\u00e7\u00e3o as limita\u00e7\u00f5es das metodologias de pesquisa em captar a natureza n\u00e3o conceitual dos MEA mais avan\u00e7ados.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">O \u00fanico MEA que at\u00e9 agora foi investigado em pesquisa com medita\u00e7\u00e3o \u00e9 o descentramento, que poderia ser considerado um dos est\u00e1gios iniciais da progress\u00e3o dos MEA. O descentramento (Fresco et al., 2007) tem sido descrito como a consci\u00eancia de eventos mentais experienciada pela observa\u00e7\u00e3o de pensamentos e sentimentos como fen\u00f4menos mentais fugazes, em vez de fatos imut\u00e1veis. O descentramento desempenha papel fundamental nos efeitos terap\u00eauticos das abordagens baseadas em\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0(Bieling et al., 2012; Hoge et al., 2015) e \u00e9 particularmente enfatizado em terapia cognitiva baseada em\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0(MBCT; Teasdale, 1999). Especificamente, em pesquisas sobre depress\u00e3o recorrente, o termo \u2018<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">\u00a0insight<\/em>\u00a0metacognitivo\u2019 tem sido usado para rotular essa altera\u00e7\u00e3o terapeuticamente destacada na perspectiva individual de elementos de cogni\u00e7\u00e3o pessoal (Teasdale et al., 1995, Teasdale et al., 2002).<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">De maneira semelhante, Shapiro et al. (2006) e Carmody et al. (2009), usam o termo \u2018repercep\u00e7\u00e3o\u2019 para denotar a modifica\u00e7\u00e3o na perspectiva de eventos mentais e sugerem que a repercep\u00e7\u00e3o \u00e9 o mecanismo principal subjacente aos efeitos ben\u00e9ficos da\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0com outros mecanismos clinicamente significativos, tais como exposi\u00e7\u00e3o ou mudan\u00e7as na SR, sendo a flexibilidade cognitiva derivada. Pesquisas psicofisiol\u00f3gicas recentes apoiam parcialmente essa hip\u00f3tese \u2013 Eddy et al. (2015) encontraram que o descentramento, como estado (mas n\u00e3o\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>), estava associado a menor demanda de recursos cognitivos no processamento de imagens emocionais em adultos saud\u00e1veis. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel que, mesmo dentro do constructo de descentramento, diferenciemos MEA distintos, esta op\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi investigada at\u00e9 agora. Da mesma forma, n\u00e3o est\u00e1 claro se as abordagens baseadas em\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0secular poderiam permitir uma progress\u00e3o al\u00e9m dos est\u00e1gios iniciais dos MEA.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Processamento Conceitual e Modos de Consci\u00eancia Existencial<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Melhorias na MSRC da mente podem ser consideradas um pr\u00e9-requisito para todas as altera\u00e7\u00f5es nos MEA, pois essas altera\u00e7\u00f5es exigem n\u00edveis crescentes de estabilidade na aten\u00e7\u00e3o, cultivo de certas qualidades e emo\u00e7\u00f5es afetivas (como compaix\u00e3o e alegria emp\u00e1tica), clarifica\u00e7\u00e3o da motiva\u00e7\u00e3o\/inten\u00e7\u00e3o pessoal para se engajar na pr\u00e1tica contemplativa, e monitoramento volitivo e regula\u00e7\u00e3o do processamento conceitual elaborativo<sup style=\"border: 0px; font-family: inherit; font-size: 18px; line-height: 1;\">6<\/sup>\u00a0\u2013\u00a0A contribui\u00e7\u00e3o do processamento conceitual para altera\u00e7\u00f5es nos MEA \u00e9 provavelmente fundamental nesse processo e n\u00e3o se limita a um melhor controle volitivo da rumina\u00e7\u00e3o (como um suporte da consci\u00eancia n\u00e3o elaborativa, discutida na se\u00e7\u00e3o \u201cA Capacidade Autorreguladora Metacognitiva da Mente\u201d). Conceitos s\u00e3o os blocos de constru\u00e7\u00e3o fundamentais da cogni\u00e7\u00e3o, e de particular import\u00e2ncia aqui \u00e9 a \u2018intencionalidade dos conceitos\u2019 como sua propriedade de representar entidades enquanto est\u00e3o separados delas. No contexto da pesquisa contemplativa, John Dunne (2012) prop\u00f4s o termo \u2018desreifica\u00e7\u00e3o\u2019 para descrever a consci\u00eancia experiencial expl\u00edcita da distin\u00e7\u00e3o entre os objetos reais e as representa\u00e7\u00f5es conceituais dos objetos. Gradientes crescentes de desreifica\u00e7\u00e3o, come\u00e7ando com a habilita\u00e7\u00e3o do descentramento inicial dos estados mentais at\u00e9 a desreifica\u00e7\u00e3o mais avan\u00e7ada dos modos como n\u00f3s conceituamos a realidade, podem ser presumidos como os principais mediadores (ou processos subjacentes) de mudan\u00e7as nos MEA (Figura 2).<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">As mudan\u00e7as conceituais que mediam as altera\u00e7\u00f5es nos MEA podem, at\u00e9 certo ponto, ser ainda mais elucidadas por uma teoria subjacente \u00e0 postula\u00e7\u00e3o do\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">insight<\/em>\u00a0metacognitivo nas MBCT, que se baseiam na Estrutura de Subsistemas Cognitivos Interativos (ICS) (p.e., Barnard e Teasdale, 1991). Os ICS distinguem entre significados proposicionais espec\u00edficos, expressos em linguagem, e significados implicativos, n\u00e3o-espec\u00edficos da linguagem, de cunho mais hol\u00edstico, descritos como padr\u00f5es experienciais esquem\u00e1ticos gen\u00e9ricos, com os dois tipos de significados interagindo continuamente.<sup style=\"border: 0px; font-family: inherit; font-size: 18px; line-height: 1;\">7<\/sup>\u00a0Vale ressaltar que Teasdale (1999) relacionou essa distin\u00e7\u00e3o ao conhecimento metacognitivo, apoiado em significados proposicionais e\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">insight<\/em>\u00a0metacognitivo, que s\u00f3 pode surgir no n\u00edvel de representa\u00e7\u00f5es de significado implicativo. No contexto das MBCT, atrav\u00e9s do\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">insight<\/em>\u00a0metacognitivo, um praticante desenvolve um novo esquema implicativo para mapear percep\u00e7\u00f5es e pensamentos sobre a realidade, o que pode reduzir a reca\u00edda depressiva atrav\u00e9s do descentramento de significados propositivos negativos e esquemas implicativos. Em outras palavras, o\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">insight<\/em>\u00a0metacognitivo permite o n\u00edvel inicial de compreens\u00e3o experiencial da \u2018intencionalidade dos conceitos\u2019. Isso apoia o desenvolvimento de um modo de consci\u00eancia existencial associado aos est\u00e1gios iniciais da desreifica\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m do contexto das MBCT e com treinamento contemplativo adicional, particularmente na fam\u00edlia desconstrutiva de pr\u00e1ticas de medita\u00e7\u00e3o (Dahl et al., 2015), um praticante pode experimentar altera\u00e7\u00f5es para MEA mais avan\u00e7ados, abrangendo remapeamento adicional de significados implicativos associados a uma compreens\u00e3o experiencial mais profunda de desreifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Os Modos de Consci\u00eancia Existencial S\u00e3o Estados ou Caracter\u00edsticas?<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">As liga\u00e7\u00f5es entre gradientes de desreifica\u00e7\u00e3o (considerados aqui como processos) e MEA (que foram aqui descritos at\u00e9 agora como estados), levantam a quest\u00e3o sobre a estabilidade dessas mudan\u00e7as. Elas s\u00e3o apenas\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">insights<\/em>\u00a0transit\u00f3rios ou poderiam se tornar estados e tra\u00e7os mais est\u00e1veis? No contexto contemplativo tradicional, ambos podem depender da profundidade e estabilidade da pr\u00e1tica contemplativa do indiv\u00edduo (Dorjee, 2013). A maioria dos iniciantes na pr\u00e1tica da medita\u00e7\u00e3o pode experimentar\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">insights<\/em>\u00a0iniciais de descentramento dentro de poucas semanas ou meses de pr\u00e1tica, mas n\u00e3o ser\u00e1 capaz de estabilizar esse estado. O aprofundamento e a estabiliza\u00e7\u00e3o adicionais de altera\u00e7\u00f5es cada vez mais avan\u00e7adas nos MEA vir\u00e3o com pr\u00e1tica cont\u00ednua sob orienta\u00e7\u00e3o adequada. Tamb\u00e9m pode haver inst\u00e2ncias de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">insight<\/em>\u00a0instant\u00e2neo e repentino para MEA mais avan\u00e7ados, como aquelas experienciadas em pr\u00e1ticas de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">\u2018cutting<\/em>\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">through<\/em>\u2018 do Dzogchen; mas para a maioria dos praticantes, elas tamb\u00e9m precisar\u00e3o ser estabilizadas e sustentadas com pr\u00e1tica adicional at\u00e9 o ponto em que elas possam ser consideradas uma caracter\u00edstica est\u00e1vel. Tal estabiliza\u00e7\u00e3o pode acontecer em qualquer modo (tamb\u00e9m considerado aqui como um est\u00e1gio) de consci\u00eancia existencial, associada com qualquer grau de desreifica\u00e7\u00e3o (incluindo a falta dela, que estaria associada \u00e0 estagna\u00e7\u00e3o em progresso para MEA mais avan\u00e7ados).<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Em geral, na teoria contemplativa, a progress\u00e3o nos MEA com pr\u00e1tica adicional est\u00e1 associada a n\u00edveis mais elevados de bem-estar. No entanto, a progress\u00e3o de um MEA para outro, mais avan\u00e7ado, pode tamb\u00e9m ser acompanhada por estados psicol\u00f3gicos tempor\u00e1rios que poderiam ser, no contexto psicol\u00f3gico ou psiqui\u00e1trico ocidental, considerados adversos ou patol\u00f3gicos. Tais estados est\u00e3o claramente descritos na literatura contemplativa como sinais tempor\u00e1rios de altera\u00e7\u00f5es na experi\u00eancia meditativa, juntamente com instru\u00e7\u00f5es sobre como trabalhar com tais experi\u00eancias (p.e., Wallace, 2011). Isso destaca a import\u00e2ncia essencial da orienta\u00e7\u00e3o por professores de medita\u00e7\u00e3o qualificados e experientes ao se engajar em pr\u00e1ticas direcionadas \u00e0 progress\u00e3o dos MEA no treinamento contemplativo do praticante.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">No geral, a investiga\u00e7\u00e3o sobre as mudan\u00e7as nos MEA com treinamento em medita\u00e7\u00e3o talvez tenha sido a parte mais dif\u00edcil da pesquisa em ci\u00eancia contemplativa at\u00e9 agora, mas parece ser a mais importante e singular da disciplina. O quadro proposto visa estimular uma investiga\u00e7\u00e3o mais aprofundada nessa \u00e1rea inexplorada de pesquisa em ci\u00eancia contemplativa, atrav\u00e9s de postular distin\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas iniciais em MEA e sua media\u00e7\u00e3o por desreifica\u00e7\u00e3o da intencionalidade de conceitos. A modula\u00e7\u00e3o dos MEA por fatores motivacionais\/intencionais e contextuais ser\u00e1 de particular interesse em estudos futuros, especialmente em investiga\u00e7\u00f5es sobre similaridades e diferen\u00e7as nos MEA entre as abordagens contemplativas. Dada a posi\u00e7\u00e3o fundamental das altera\u00e7\u00f5es nos MEA no treinamento contemplativo tradicional, tais investiga\u00e7\u00f5es poderiam fornecer novos\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">insights<\/em>\u00a0impactantes, enriquecendo a teoria da ci\u00eancia contemplativa com implica\u00e7\u00f5es adicionais para a pesquisa aplicada.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>A Defini\u00e7\u00e3o Proposta de Ci\u00eancia Contemplativa<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">A discuss\u00e3o nas se\u00e7\u00f5es anteriores destacou a necessidade de definir a ci\u00eancia contemplativa em termos de capacidades, processos e estados cognitivos e mentais abrangentes \u2013 a MSRC da mente e os MEA foram considerados como os poss\u00edveis constructos-chave na defini\u00e7\u00e3o. Essas considera\u00e7\u00f5es implicam que a ci\u00eancia contemplativa pode ser definida como um estudo interdisciplinar integrativo da MSRC da mente (a qual o treinamento contemplativo visa enriquecer) e MEA associados (estados e caracter\u00edsticas de consci\u00eancia resultantes do treinamento contemplativo, caracterizados por gradientes crescentes de desreifica\u00e7\u00e3o), com ambos sendo modulados por fatores motivacionais\/intencionais e contextuais de pr\u00e1tica contemplativa. Mudan\u00e7as no processamento conceitual, particularmente em significados implicativos, s\u00e3o prov\u00e1veis mediadores entre mudan\u00e7as na MSRC e altera\u00e7\u00f5es nos MEA. Os m\u00e9todos em primeira e segunda pessoa ser\u00e3o essenciais para mapear as altera\u00e7\u00f5es nos MEAs e no processamento conceitual, portanto s\u00e3o centrais para a metodologia da ci\u00eancia contemplativa. Vamos agora explorar as implica\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas da defini\u00e7\u00e3o proposta em mais detalhes.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Metodologia de Pesquisa da Ci\u00eancia Contemplativa<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">A ci\u00eancia contemplativa \u00e9 inerentemente um campo de estudo interdisciplinar devido \u00e0 natureza multifacetada de seu assunto, que inclui tanto processos e estados mentais complexos quanto seu contexto contemplativo envolvendo fatores hist\u00f3ricos, culturais e sociais. At\u00e9 agora, a pesquisa sobre medita\u00e7\u00e3o tem se baseado principalmente em m\u00e9todos padronizados de pesquisa em psicologia e neuroci\u00eancia cognitiva. Essa abordagem parece apropriada para os componentes essenciais da MSRC da mente \u2013 aten\u00e7\u00e3o e regula\u00e7\u00e3o da emo\u00e7\u00e3o e processos conceituais. Tamb\u00e9m \u00e9 adequada para investiga\u00e7\u00f5es do impacto que as mudan\u00e7as na MSCM podem ter sobre o equil\u00edbrio do SNA. Dentre os componentes da MSRC, pesquisas anteriores sobre medita\u00e7\u00e3o estudaram principalmente os processos de aten\u00e7\u00e3o e regula\u00e7\u00e3o da emo\u00e7\u00e3o (p.e., H\u00f6lzel et al., 2011; Tang et al., 2015). Estudos sobre mudan\u00e7as na metacogni\u00e7\u00e3o introspectiva (p.e., Teasdale et al., 2002; Jankowski e Holas, 2014) e processamento conceitual com medita\u00e7\u00e3o (p.e., Pagnoni et al., 2008; Dorjee et al., 2015) s\u00e3o, no entanto, limitados.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Para que a pesquisa em ci\u00eancia contemplativa avance para uma teoria da ci\u00eancia contemplativa mais abrangente, as modula\u00e7\u00f5es nos processos da MSRC precisam ser estudadas sistem\u00e1tica e simultaneamente sempre que poss\u00edvel. Na maioria dos estudos, essa \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o realista, uma vez que v\u00e1rias tarefas experimentais e medidas de autorrelato s\u00e3o frequentemente usadas em uma \u00fanica sess\u00e3o experimental com os mesmos participantes; no entanto, os resultados de diferentes tarefas s\u00e3o ent\u00e3o geralmente divididos em relat\u00f3rios de pesquisa separados. H\u00e1 necessidade de uma sele\u00e7\u00e3o mais sistem\u00e1tica das tarefas conduzidas pela teoria da ci\u00eancia contemplativa de maneira mais met\u00f3dica, de modo que essas avalia\u00e7\u00f5es visem sistematicamente os elementos centrais da MSRC. Al\u00e9m disso, relat\u00f3rios separados de resultados dos mesmos participantes devem informar os v\u00ednculos entre esses estudos, a fim de permitir a integra\u00e7\u00e3o das descobertas nas avalia\u00e7\u00f5es. A compara\u00e7\u00e3o e a an\u00e1lise de implica\u00e7\u00f5es mais amplas das descobertas entre experimentos com os mesmos participantes poderiam ser instrumentais na constru\u00e7\u00e3o de um quadro mais abrangente e integrado de modula\u00e7\u00f5es na MSRC com pr\u00e1ticas contemplativas.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">A estrutura proposta da ci\u00eancia contemplativa tamb\u00e9m requer a expans\u00e3o do escopo metodol\u00f3gico e te\u00f3rico da pesquisa contemplativa para incluir moduladores motivacionais\/intencionais e contextuais de processos e resultados. Atualmente, estudos sobre fatores motivacionais\/intencionais (p.e., Shapiro, 1992) e contextuais (Christopher et al., 2009) s\u00e3o muito escassos. Pesquisas adicionais exigir\u00e3o o desenvolvimento de ferramentas de avalia\u00e7\u00e3o e tarefas experimentais que visar\u00e3o particularmente a investiga\u00e7\u00e3o desses fatores no contexto da ci\u00eancia contemplativa. Isso ocorre porque as ferramentas psicol\u00f3gicas e neurocient\u00edficas dispon\u00edveis s\u00e3o limitantes na avalia\u00e7\u00e3o dos aspectos intencionais\/motivacionais e contextuais das pr\u00e1ticas contemplativas, dado que as dimens\u00f5es desses fatores (p.e., inten\u00e7\u00e3o de liberta\u00e7\u00e3o do sofrimento, transcend\u00eancia espiritual, contexto filos\u00f3fico mais amplo, contexto secular ou religioso, etc.) n\u00e3o foram suficientemente investigadas nas disciplinas mais consagradas. Alguns dos m\u00e9todos novos precisar\u00e3o se basear estreitamente nas teorias contemplativas tradicionais e nos m\u00e9todos antropol\u00f3gicos, aplicados para examinar as dimens\u00f5es cultural, filos\u00f3fica e social das pr\u00e1ticas contemplativas. Espera-se, com isso, que futuros estudos em ci\u00eancia contemplativa combinem, significativamente, m\u00e9todos psicol\u00f3gicos e neurocient\u00edficos com teorias e m\u00e9todos contemplativos tradicionais, antropol\u00f3gicos e filos\u00f3ficos como regra, e n\u00e3o como exce\u00e7\u00e3o. No est\u00e1gio atual, seria vantajoso se cada estudo inclu\u00edsse, no m\u00ednimo, uma descri\u00e7\u00e3o clara das instru\u00e7\u00f5es usadas na pr\u00e1tica contemplativa estudada, a descri\u00e7\u00e3o dos processos (psicol\u00f3gicos ou cognitivos) que a pr\u00e1tica visa modificar e os resultados que a pr\u00e1tica pretende produzir, dentro de um contexto contemplativo particular (ver se\u00e7\u00e3o \u201cDefini\u00e7\u00f5es de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">Mindfulness<\/em>\u00a0e Outras Pr\u00e1ticas Contemplativas\u201d para mais detalhes).<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Tem sido repetidamente enfatizado que as metodologias em primeira pessoa precisam desempenhar um papel essencial na pesquisa sobre medita\u00e7\u00e3o (Varela et al., 1991; Lutz, 2002; Nielsen e Kaszniak, 2007). A abordagem neurofenomenol\u00f3gica, sugerindo a integra\u00e7\u00e3o de dados introspectivos instant\u00e2neos em primeira pessoa e de dados neurocognitivos em terceira pessoa nas tarefas experimentais (p.e., Lutz, 2002), foi proposta como uma poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica. No entanto, essa recomenda\u00e7\u00e3o raramente \u00e9 seguida em pesquisas emp\u00edricas. Entre as raz\u00f5es podem estar a complexidade da neurofenomenologia e a falta de exemplos que incentivassem outros a utilizarem a mesma abordagem. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel que, na aus\u00eancia de uma defini\u00e7\u00e3o clara da ci\u00eancia contemplativa, que especificasse a posi\u00e7\u00e3o central das metodologias em primeira pessoa na disciplina, a pesquisa facilmente contornaria essa \u2018complica\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica\u2019. A estrutura proposta da ci\u00eancia contemplativa destaca ainda a import\u00e2ncia prim\u00e1ria das metodologias em primeira pessoa na pesquisa contemplativa, particularmente devido a sua \u00eanfase na natureza intrinsecamente fenomenol\u00f3gica\u00a0das altera\u00e7\u00f5es nos MEA. Isso tamb\u00e9m leva a questionar se essas altera\u00e7\u00f5es fenomenol\u00f3gicas podem ser investigadas de forma confi\u00e1vel com os m\u00e9todos introspectivos dispon\u00edveis, incluindo a neurofenomenologia.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">M\u00e9todos qualitativos padr\u00e3o, como entrevistas ou di\u00e1rios analisados usando m\u00e9todos qualitativos tradicionais (p.e., an\u00e1lise tem\u00e1tica, an\u00e1lise fenomenol\u00f3gica interpretativa, an\u00e1lise do discurso, etc.), podem n\u00e3o ser muito adequados para investigar altera\u00e7\u00f5es nos MEA. Isso se deve \u00e0 natureza intrinsecamente privada e singular das altera\u00e7\u00f5es experimentais associadas aos MEA, que estaria sujeita a metamorfose e remodela\u00e7\u00e3o por um int\u00e9rprete \u2018externo\u2019 sem acesso aos dados fenomenol\u00f3gicos prim\u00e1rios. Atraso temporal na descri\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o de tais estados pode ser outra fonte de interpreta\u00e7\u00e3o equivocada (p.e., Schooler, 2002). O enfoque da neurofenomenologia \u00e9 um passo \u00e0 frente nesse sentido, pois destaca a import\u00e2ncia da precis\u00e3o temporal dos relatos e do envolvimento dos meditantes como colaboradores na pesquisa em ci\u00eancia contemplativa. No entanto, a abordagem neurofenomenol\u00f3gica \u00e9 especificamente adequada para investiga\u00e7\u00f5es de laborat\u00f3rio com tarefas experimentais, e h\u00e1 tamb\u00e9m a necessidade de m\u00e9todos que permitam capturar MEA como caracter\u00edsticas manifestas na vida real, fora do ambiente experimental.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, h\u00e1 necessidade de novos m\u00e9todos que estimulem relatos fenomenol\u00f3gicos e autointerpreta\u00e7\u00e3o pelo pr\u00f3prio participante, dentro e fora do ambiente experimental, e sem atraso temporal. Um exemplo de uma poss\u00edvel abordagem metodol\u00f3gica que satisfa\u00e7a tais requisitos \u00e9 o SenseMaker<sup style=\"border: 0px; font-family: inherit; font-size: 18px; line-height: 1;\">8<\/sup>, mas ainda n\u00e3o se sabe at\u00e9 que ponto esta abordagem \u00e9 aplic\u00e1vel na ci\u00eancia contemplativa. Os m\u00e9todos em segunda pessoa tamb\u00e9m podem desempenhar um papel crucial na pesquisa em MEA, uma vez que os especialistas em medita\u00e7\u00e3o, baseados em sua ampla experi\u00eancia pessoal com MEA, est\u00e3o mais aptos a fornecer uma contribui\u00e7\u00e3o interpretativa por terceiros. E mesmo as abordagens baseadas na autointerpreta\u00e7\u00e3o de dados em primeira pessoa, e em dados de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">experts<\/em>\u00a0em segunda pessoa, precisam reconhecer a natureza inevitavelmente indireta das descobertas resultantes de qualquer m\u00e9todo de pesquisa que tente descrever os MEA n\u00e3o conceituais, em palavras ou outro formato conceitual. De modo geral, a posi\u00e7\u00e3o singular da ci\u00eancia contemplativa entre as outras disciplinas poderia ser fortalecida se sua pesquisa seguisse uma abordagem interdisciplinar mais forte e baseada em teoria, que integrasse efetivamente avalia\u00e7\u00f5es usando m\u00e9todos psicol\u00f3gicos e neurocient\u00edficos com avalia\u00e7\u00f5es de fatores motivacionais\/intencionais e contextuais, e m\u00e9todos em primeira e segunda pessoa, e, ao mesmo tempo, reconhecendo as suas limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Implica\u00e7\u00f5es da Defini\u00e7\u00e3o Proposta<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Defini\u00e7\u00f5es de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">Mindfulness<\/em>\u00a0e Outras Pr\u00e1ticas Contemplativas<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">No contexto secular das abordagens baseadas em\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0(MBAs \u2013 incluindo MBSR e MBCT),\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0\u00e9 mais comumente definida como \u2018a consci\u00eancia que emerge ao se prestar aten\u00e7\u00e3o de prop\u00f3sito, no momento presente, e sem julgamento, no desdobramento da experi\u00eancia momento a momento\u2019 (Kabat-Zinn, 2003, p. 145). Outras considera\u00e7\u00f5es baseadas nessa defini\u00e7\u00e3o operacionalizaram\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0em termos de aten\u00e7\u00e3o e atitude (qualidades emocionais de abertura, curiosidade, n\u00e3o julgamento, etc.) como seus dois principais componentes (Bishop et al., 2004).\u00a0Shapiro et al. (2006) acrescentaram a esses dois componentes um terceiro \u2013 inten\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>. Finalmente, em uma das defini\u00e7\u00f5es mais recentes,\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0foi especificada como desenvolvimento da autoconsci\u00eancia, autorregula\u00e7\u00e3o, e autotranscend\u00eancia (S-ART, Vago e Silbersweig, 2012). Essas defini\u00e7\u00f5es ser\u00e3o agora consideradas mais aprofundadamente, no contexto da estrutura de ci\u00eancia contemplativa delineada.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Do ponto de vista da estrutura proposta, a defini\u00e7\u00e3o de Kabat-Zinn parece equiparar\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0secular a um tipo particular de consci\u00eancia, mas a defini\u00e7\u00e3o n\u00e3o especifica caracter\u00edsticas adicionais desse estado. Na literatura sobre MBAs, a refer\u00eancia \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o tem sido usada em conota\u00e7\u00f5es variadas, que v\u00e3o desde a simples observa\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados e processos mentais at\u00e9 os estados de descentramento dos mesmos (p.e.,\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">insight<\/em>\u00a0metacognitivo, em Teasdale et al., 2002) e autotranscend\u00eancia (Vago e Silbersweig, 2012). Atrav\u00e9s desses diferentes significados, as mudan\u00e7as na consci\u00eancia parecem ser consistentemente consideradas como resultados do treinamento em\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>. Tais mudan\u00e7as poderiam ser examinadas e posteriormente especificadas em termos da progress\u00e3o nos MEA com treinamento contemplativo. Parece que o treinamento em MBAs pode resultar especificamente nas modula\u00e7\u00f5es iniciais dos MEA associadas ao descentramento; n\u00e3o est\u00e1 claro, entretanto, se as MBAs podem permitir a progress\u00e3o para outros est\u00e1gios de MEA.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 claro se as mudan\u00e7as na consci\u00eancia resultam apenas do treinamento em\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0como parte das MBAs, ou se s\u00e3o resultados cumulativos de pr\u00e1ticas de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0e outros aspectos do treinamento em MBAs \u2013 como desenvolvimento impl\u00edcito de autocompaix\u00e3o, efeitos de terapia de grupo, elementos de aceita\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas, etc. At\u00e9 agora, a literatura tem geralmente equiparado os efeitos de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0aos efeitos das MBAs. Seria certamente esperado que os efeitos de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0desenvolvidos nas MBAs e os efeitos das MBAs como interven\u00e7\u00f5es multifacetadas, estivessem se sobrepondo, mas pesquisas futuras podem revelar que seus mecanismos e resultados subjacentes s\u00e3o um pouco diferentes. Cabe tamb\u00e9m a estudos futuros investigar se, no contexto secular, as mudan\u00e7as no descentramento s\u00e3o espec\u00edficas das MBAs, ou se elas podem ser cultivadas atrav\u00e9s de outros programas de pr\u00e1ticas contemplativas seculares, particularmente aquelas voltadas para o desenvolvimento da compaix\u00e3o e da autocompaix\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Enquanto as mudan\u00e7as na consci\u00eancia com o treinamento em MBAs podem ser consideradas seus resultados, os processos de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0s\u00e3o tipicamente descritos em termos de aten\u00e7\u00e3o e regula\u00e7\u00e3o emocional. Isso \u00e9 exemplificado pela refer\u00eancia \u00e0 aten\u00e7\u00e3o do momento presente, com atitude sem julgamento, na defini\u00e7\u00e3o de Kabat-Zinn; as defini\u00e7\u00f5es de Bishop et al. (2004) e Shapiro et al. (2006) especificamente destacam aten\u00e7\u00e3o e atitude como os componentes centrais de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>. De acordo com a conceitua\u00e7\u00e3o proposta de ci\u00eancia contemplativa, metacogni\u00e7\u00e3o\/aten\u00e7\u00e3o e emo\u00e7\u00e3o s\u00e3o os aspectos essenciais da MSRC da mente. No entanto, essa estrutura pressup\u00f5e que todas as pr\u00e1ticas contemplativas modificam a MSRC, mas elas diferem em termos de padr\u00f5es espec\u00edficos de mudan\u00e7as resultantes nos componentes da MSRC (ver se\u00e7\u00e3o \u201cA Capacidade Autorreguladora Metacognitiva da Mente\u201d para exemplos). As caracter\u00edsticas distintivas de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0desenvolvidas nas MBAs provavelmente est\u00e3o relacionadas ao desenvolvimento de consci\u00eancia metacognitiva (notar) dos conte\u00fados e processos mentais, ao aumento da estabilidade da aten\u00e7\u00e3o e cultivo de atitude de n\u00e3o reatividade.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Juntamente com os processos de aten\u00e7\u00e3o e emo\u00e7\u00e3o, as defini\u00e7\u00f5es de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0secular tamb\u00e9m destacam a import\u00e2ncia da inten\u00e7\u00e3o para a pr\u00e1tica de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>.\u00a0Kabat-Zinn (2003) refere-se a isso em sua defini\u00e7\u00e3o pela express\u00e3o \u2018de prop\u00f3sito\u2019 e Shapiro et al. (2006) explicitamente denominaram inten\u00e7\u00e3o como um dos tr\u00eas componentes de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0nas MBAs.\u00a0Vago e Silbersweig (2012) tamb\u00e9m inclu\u00edram a inten\u00e7\u00e3o como um dos componentes de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0e discutiram sua rela\u00e7\u00e3o com a motiva\u00e7\u00e3o. No entanto, a estrutura postulada de ci\u00eancia contemplativa considera fatores motivacionais\/intencionais como n\u00e3o espec\u00edficos a uma pr\u00e1tica particular, impactando os processos e resultados de qualquer pr\u00e1tica contemplativa. Isso implica que a inclus\u00e3o de componentes relacionados \u00e0 inten\u00e7\u00e3o (assim como resultados relacionados \u00e0 consci\u00eancia) nas defini\u00e7\u00f5es de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0precisa ser espec\u00edfica da pr\u00e1tica, indicando como a inten\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0dentro das MBAs seria semelhante ou diferente dos fatores motivacionais\/intencionais em outras pr\u00e1ticas contemplativas.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Com base na defini\u00e7\u00e3o postulada de ci\u00eancia contemplativa, as pr\u00e1ticas contemplativas precisam ser especificadas em termos das modula\u00e7\u00f5es da MSRC e dos MEA que elas induzem, juntamente com seus fatores motivacionais\/intencionais e contextuais (em adi\u00e7\u00e3o \u00e0s instru\u00e7\u00f5es espec\u00edficas das pr\u00f3prias t\u00e9cnicas). Em conson\u00e2ncia com essa abordagem,\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0no contexto das MBAs poderia ser definida como uma forma de treinamento mental com o objetivo de melhorar a MSRC da mente, particularmente visando o desenvolvimento do controle da aten\u00e7\u00e3o e a consci\u00eancia metacognitiva dos fen\u00f4menos mentais, juntamente com o cultivo de uma atitude de n\u00e3o reatividade. Atrav\u00e9s do desenvolvimento da MSCM,\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0tamb\u00e9m cria condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas para altera\u00e7\u00f5es iniciais nos MEA, denominadas no contexto da MBA como descentramento. \u00c9 importante ressaltar que tais altera\u00e7\u00f5es nos MEA n\u00e3o devem ser equiparadas com\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>, porque elas tamb\u00e9m requerem facilita\u00e7\u00e3o por processos e qualidades desenvolvidas por meio de outras pr\u00e1ticas contemplativas, como aqueles treinamentos em compaix\u00e3o e bondade amorosa, etc., apoiando a expans\u00e3o de fatores motivacionais\/intencionais e aprofundando o\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">insight<\/em>\u00a0contemplativo.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Com base nessa defini\u00e7\u00e3o de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>, o objetivo principal das abordagens baseadas em\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0secular poderia ser descrito como treinamento em\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0como uma t\u00e9cnica de medita\u00e7\u00e3o que aumenta a consci\u00eancia e a aten\u00e7\u00e3o introspectivas juntamente com a n\u00e3o reatividade. O desenvolvimento de outras qualidades emocionais e intencionais por meio de abordagens baseadas em\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0depende da inclus\u00e3o de outras qualidades dos professores, n\u00e3o espec\u00edficas de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>, e de pr\u00e1ticas contemplativas nos cursos, p.e., aqueles que apoiam o cultivo impl\u00edcito e expl\u00edcito de bondade, compaix\u00e3o, etc., com apoio indireto de modifica\u00e7\u00f5es motivacionais\/intencionais. O treinamento principal em\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>, combinado com pr\u00e1ticas contemplativas adicionais e investiga\u00e7\u00e3o autorreflexiva, pode resultar em altera\u00e7\u00f5es iniciais nos MEA, tais como descentramento dos fen\u00f4menos mentais. Altera\u00e7\u00f5es mais profundas nos MEA provavelmente precisam ser facilitadas por treinamento contemplativo adicional, geralmente dentro de um sistema contemplativo tradicional estabelecido que pode fornecer treinamento direcionado em uma progress\u00e3o de pr\u00e1ticas (incluindo desenvolvimento mais aprofundado de fatores motivacionais\/intencionais) que visam propiciar\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">insight<\/em>\u00a0contemplativo profundo.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Curiosamente, a defini\u00e7\u00e3o de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0aplicada nas MBAs \u00e9 diferente de algumas defini\u00e7\u00f5es tradicionais de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0no contexto budista. Estas frequentemente situam\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0(pali: sati; s\u00e2nscrito: sm\u1e5bti; tibetano: drenba) como uma faculdade mental que permite manter (recordar) e sustentar o foco em um objeto de medita\u00e7\u00e3o (respira\u00e7\u00e3o, est\u00e1tua sagrada, etc.; p.e., Wallace, 1999a; Dorjee, 2013).\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">Mindfulness<\/em>\u00a0\u00e9 aqui diferenciada da metaconsci\u00eancia introspectiva (pali: sampaja\u00f1\u00f1a; s\u00e2nscrito: samprajanya; tibetano: sh\u00e9shyin), que permite monitorar o foco da aten\u00e7\u00e3o e notar as distra\u00e7\u00f5es (Wallace, 1999a; Dorjee, 2013). Em algumas dessas descri\u00e7\u00f5es,\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0\u00e9 considerada uma faculdade neutra (Thera, 1998) e, em outras, positiva (virtuosa) quando aplicada em conjunto com outras qualidades (p.e., Olendzki, 2008). Melhorias em\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0n\u00e3o s\u00e3o suficientes para altera\u00e7\u00f5es nos MEA. Estas surgiriam apenas em combina\u00e7\u00e3o com treinamento adicional em qualidades emocionais de bondade amorosa, compaix\u00e3o, alegria e equanimidade, acopladas ao desenvolvimento de fatores motivacionais\/intencionais. Assim, em termos das conceitua\u00e7\u00f5es propostas de ci\u00eancia contemplativa,\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>, neste contexto, seria melhorar seletivamente alguns aspectos da MSRC, principalmente os processos de aten\u00e7\u00e3o, sem implica\u00e7\u00f5es significativas para os MEA ou o envolvimento de fatores motivacionais\/intencionais.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Grande parte da discuss\u00e3o anterior na literatura sobre defini\u00e7\u00f5es de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0(p.e., Williams e Kabat-Zinn, 2013) foi sobre encontrar a defini\u00e7\u00e3o \u2018certa\u2019 para o termo. No entanto, as diferen\u00e7as nas defini\u00e7\u00f5es de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0destacadas aqui no contexto da estrutura proposta da ci\u00eancia contemplativa sugerem que, em vez de buscar a defini\u00e7\u00e3o correta e un\u00e2nime de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>, seria mais produtivo concentrar-se em descri\u00e7\u00f5es precisas de significados contextualizados espec\u00edficos do termo\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>. O mesmo princ\u00edpio vale para defini\u00e7\u00f5es de outras pr\u00e1ticas contemplativas. Do mesmo modo, as confus\u00f5es terminol\u00f3gicas e conceituais associadas podem ser grandemente minimizadas, se as semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as das diversas defini\u00e7\u00f5es de pr\u00e1ticas contemplativas forem apresentadas de maneira clara, por meio de defini\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas amplas. Dentro do quadro proposto, tais defini\u00e7\u00f5es deveriam incluir (1) instru\u00e7\u00f5es claras de como a pr\u00e1tica \u00e9 feita; (2) descri\u00e7\u00e3o dos fatores motivacionais\/intencionais e contextuais da pr\u00e1tica; (3) padr\u00e3o esperado de modula\u00e7\u00f5es da MSRC (incluindo metacogni\u00e7\u00e3o, aten\u00e7\u00e3o, regula\u00e7\u00e3o emocional e processamento conceitual); e (4) modula\u00e7\u00f5es esperadas em processos de desreifica\u00e7\u00e3o associadas a MEA distintos. Tais defini\u00e7\u00f5es poderiam, por exemplo, deixar claro como\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0cultivada nas MBAs difere de conceitua\u00e7\u00f5es de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0no contexto budista, e tamb\u00e9m permitir compara\u00e7\u00f5es entre modula\u00e7\u00f5es resultantes de diferentes tipos de treinamento em\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0e outras pr\u00e1ticas contemplativas.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Ci\u00eancia Contemplativa no Contexto Cient\u00edfico mais Amplo<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Um enfoque metodol\u00f3gico interdisciplinar claro e singularmente distinto de ci\u00eancia contemplativa tamb\u00e9m pode destacar seu potencial de contribui\u00e7\u00e3o pioneira \u00e0 pesquisa psicol\u00f3gica e neurocient\u00edfica. De interesse particularmente amplo nesse sentido, pode ser a investiga\u00e7\u00e3o focada na intera\u00e7\u00e3o entre fatores motivacionais\/intencionais, SR metacognitiva, MEA e resultados de bem-estar. Tal pesquisa poderia fornecer novos\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">insights<\/em>\u00a0sobre os mecanismos psicol\u00f3gicos e neurocognitivos subjacentes \u00e0 sa\u00fade mental e f\u00edsica, com fortes implica\u00e7\u00f5es para preven\u00e7\u00e3o e tratamento.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, avan\u00e7os nas metodologias introspectivas e em sua integra\u00e7\u00e3o com avalia\u00e7\u00f5es comportamentais e neurocognitivas podem contribuir para uma altera\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica mais ampla na pesquisa psicol\u00f3gica e neurocient\u00edfica, possivelmente fornecendo novos\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">insights<\/em>\u00a0sobre alguns dos t\u00f3picos mais persistentemente desafiadores, incluindo a teoria da mente e a natureza da experi\u00eancia consciente. Acrescenta-se que os constructos de MSRC e MEA, embora especificamente visados no treinamento contemplativo e, portanto, essenciais na pesquisa em ci\u00eancia contemplativa, n\u00e3o s\u00e3o restritos a essa disciplina e, portanto, t\u00eam relev\u00e2ncia potencial, por exemplo, na pesquisa sobre desenvolvimento, educa\u00e7\u00e3o e consci\u00eancia. Em suma, a ci\u00eancia contemplativa, definida como um campo de estudo interdisciplinar da MSRC e dos MEA modulados por fatores motivacionais\/intencionais e contextuais, tem um forte potencial para enriquecer a pesquisa psicol\u00f3gica e neurocient\u00edfica atrav\u00e9s de suas investiga\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas e emp\u00edricas singulares.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Recomenda\u00e7\u00f5es para Pesquisas Futuras em Ci\u00eancia Contemplativa<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Os principais desafios da pesquisa sobre medita\u00e7\u00e3o foram recentemente discutidos extensivamente por Davidson e Kaszniak (2015) e tamb\u00e9m anteriormente considerados por outros (p.e., Davidson, 2010; Desbordes e Negi, 2013; Tang et al., 2015). A avalia\u00e7\u00e3o dos aspectos experienciais em primeira pessoa tem sido o tema central de suas discuss\u00f5es, sendo a abordagem neurofenomenol\u00f3gica proposta como solu\u00e7\u00e3o. Outros desafios metodol\u00f3gicos persistentes incluem a mensura\u00e7\u00e3o de constructos, como\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>, e a necessidade de maior rigor na metodologia de pesquisa aplicada no campo, incluindo mais clareza e detalhes nas descri\u00e7\u00f5es de pr\u00e1ticas contemplativas e das amostras participantes (Davidson e Kaszniak, 2015). Menos frequentemente destacada, mas igualmente importante, \u00e9 a falta de replica\u00e7\u00e3o das descobertas, o que diminui o peso e a for\u00e7a implicativa dos resultados da pesquisa em medita\u00e7\u00e3o, particularmente os provenientes de investiga\u00e7\u00f5es experimentais e neurocient\u00edficas.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Al\u00e9m dessas recomenda\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas essenciais, o quadro proposto da ci\u00eancia contemplativa destaca quatro recomenda\u00e7\u00f5es adicionais que poderiam contribuir para o avan\u00e7o da teoria da ci\u00eancia contemplativa e pesquisa emp\u00edrica sobre medita\u00e7\u00e3o: (1) defini\u00e7\u00f5es abrangentes sistem\u00e1ticas de pr\u00e1ticas contemplativas, incluindo instru\u00e7\u00f5es detalhadas, especifica\u00e7\u00e3o dos fatores intencionais\/motivacionais e contextuais da pr\u00e1tica, descri\u00e7\u00e3o dos processos de MSRC almejados pela pr\u00e1tica e impacto esperado da pr\u00e1tica em processos de desreifica\u00e7\u00e3o e MEA (ver se\u00e7\u00e3o \u201cCi\u00eancia Contemplativa no Contexto Cient\u00edfico mais Amplo\u201d); (2) desenvolvimento de uma teoria abrangente especificando os MEA e suas associa\u00e7\u00f5es com processos da MSRC, fatores motivacionais\/intencionais e contextuais; (3) refinamento da abordagem neurofenomenol\u00f3gica e desenvolvimento de m\u00e9todos adicionais em primeira e segunda pessoa, para capturar a experi\u00eancia fenomenol\u00f3gica atrav\u00e9s de autointerpreta\u00e7\u00e3o ou interpreta\u00e7\u00e3o por um\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">expert<\/em>\u00a0sem atraso temporal (ver se\u00e7\u00e3o \u201cMetodologia de Pesquisa em Ci\u00eancia Contemplativa\u201d), e sua inclus\u00e3o sistem\u00e1tica em pesquisa emp\u00edrica de medita\u00e7\u00e3o; (4) investiga\u00e7\u00e3o direcionada a alguns constructos mentais cognitivos subjacentes em estudos e pr\u00e1ticas contemplativas diversas, para permitir o desenvolvimento de uma teoria de ci\u00eancia contemplativa abrangente integrando descobertas e orientar pesquisa sistem\u00e1tica posterior. Tal como acontece com as sugest\u00f5es metodol\u00f3gicas descritas anteriormente (Davidson e Kaszniak, 2015), o principal desafio para o campo da ci\u00eancia contemplativa continua sendo a tradu\u00e7\u00e3o de tais recomenda\u00e7\u00f5es para a pr\u00e1tica real da pesquisa.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Limita\u00e7\u00f5es da Estrutura Proposta da Ci\u00eancia Contemplativa<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">A inten\u00e7\u00e3o central por tr\u00e1s da estrutura proposta \u00e9 apoiar a investiga\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de pr\u00e1ticas contemplativas entre as tradi\u00e7\u00f5es contemplativas. A principal limita\u00e7\u00e3o da estrutura em sua forma atual \u00e9 que, apesar de sua ampla inten\u00e7\u00e3o de aplicabilidade, ela \u00e9 baseada principalmente na compreens\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas no contexto budista (com alguns aspectos particularmente inspirados pela tradi\u00e7\u00e3o budista tibetana do Dzogchen) e MBAs seculares. Tal abordagem parece inevit\u00e1vel no atual est\u00e1gio de pesquisa em medita\u00e7\u00e3o, uma vez que a maioria dos estudos anteriores focou na medita\u00e7\u00e3o budista e suas aplica\u00e7\u00f5es seculares, criando assim uma base para futuras pesquisas contemplativas. Pesquisas te\u00f3ricas e emp\u00edricas futuras sobre pr\u00e1ticas contemplativas em tradi\u00e7\u00f5es n\u00e3o budistas determinar\u00e3o at\u00e9 que ponto a estrutura \u00e9 adequada para investiga\u00e7\u00f5es na ci\u00eancia contemplativa de forma mais ampla, como pretendido. Outra limita\u00e7\u00e3o da estrutura proposta em sua forma atual \u00e9 sua especifica\u00e7\u00e3o em termos gerais que precisa ser mais refinada em futuras pesquisas te\u00f3ricas e emp\u00edricas (p.e., envolvimento de processos e redes de aten\u00e7\u00e3o espec\u00edficos, discuss\u00e3o detalhada sobre aspectos metacognitivos de pr\u00e1ticas contemplativas, refinamento da progress\u00e3o dos MEA, etc.). Algumas dessas limita\u00e7\u00f5es, espera-se, ser\u00e3o abordadas em futuras pesquisas que este documento visou estimular.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Este artigo esbo\u00e7ou uma poss\u00edvel defini\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia contemplativa e seu objeto de estudo, como um meio de abordar alguns desafios persistentes na pesquisa atual de pr\u00e1ticas contemplativas, como confus\u00f5es na terminologia e nas defini\u00e7\u00f5es e limita\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas. Sugere-se que a ci\u00eancia contemplativa possa ser definida como um estudo interdisciplinar da MSRC da mente e MEA, sendo ambos modulados por fatores motivacionais\/intencionais e contextuais de pr\u00e1ticas contemplativas. Vantagens da defini\u00e7\u00e3o proposta para orientar pesquisas sistem\u00e1ticas adicionais s\u00e3o discutidas em conjunto com poss\u00edveis implica\u00e7\u00f5es para defini\u00e7\u00f5es de\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\u00a0e outras pr\u00e1ticas. Sugere-se que a estrutura delineada poderia tornar a pesquisa em ci\u00eancia contemplativa mais inclusiva das variadas pr\u00e1ticas contemplativas, e permitir \u00e0 ci\u00eancia contemplativa aproveitar mais plenamente seu potencial em fazer uma contribui\u00e7\u00e3o singular \u00e0s ci\u00eancias psicol\u00f3gica, cognitiva e neurocient\u00edfica. O artigo destaca que a pesquisa sobre medita\u00e7\u00e3o parece estar caminhando para uma fase cient\u00edfica mais madura, na qual essas considera\u00e7\u00f5es, quanto a suas quest\u00f5es-chave sobre temas te\u00f3ricos e sobre defini\u00e7\u00f5es, precisam tomar uma posi\u00e7\u00e3o central para possibilitar seu avan\u00e7o futuro.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Contribui\u00e7\u00f5es do Autor:<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">O artigo foi de autoria exclusiva de DD sem contribui\u00e7\u00e3o de outros autores, incluindo ideias iniciais, sua progress\u00e3o, argumentos apresentados em apoio \u00e0 proposta e os modelos apresentados nas Figuras 1 e 2.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Declara\u00e7\u00e3o de conflito de Interesses<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Os autores declaram que a pesquisa foi realizada na aus\u00eancia de quaisquer rela\u00e7\u00f5es comerciais ou financeiras que possam ser interpretadas como potencial conflito de interesses.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Agradecimentos<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">A prepara\u00e7\u00e3o deste documento foi apoiada por uma bolsa de estudos, Mind and Life Contemplative Studies Fellowship, concedida a DD.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Notas de rodap\u00e9<\/strong><\/p>\n<ol style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; margin-left: 1.5em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">\n<li style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 30.6px; margin-top: 0.5em;\">O termo contempla\u00e7\u00e3o (e seus derivados) \u00e9 neste artigo usado como inclusivo da medita\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 considerado um pouco mais amplo que a medita\u00e7\u00e3o, pois inclui pr\u00e1ticas (como diferentes tipos de ora\u00e7\u00e3o ou pr\u00e1ticas de movimento de energia) que n\u00e3o seriam descritas como medita\u00e7\u00e3o em alguns tradi\u00e7\u00f5es contemplativas.<\/li>\n<li style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 30.6px; margin-top: 0.5em;\">Outro enfoque de autorregula\u00e7\u00e3o desenvolvido por Baumeister e Heatheron (1966) \u00e9 comumente aplicado no contexto da psicologia da sa\u00fade\/cl\u00ednica. Esta abordagem n\u00e3o foi considerada em pesquisas recentes sobre\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>\/medita\u00e7\u00e3o e autorregula\u00e7\u00e3o (p.e., Tang et al., 2015), o que pode ser devido \u00e0 dificuldade em traduzir\u00a0alguns constructos psicol\u00f3gicos, tais como \u2018padr\u00f5es\u2019, etc., propostos nesta teoria, para constructos cognitivos e neurocognitivos.<\/li>\n<li style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 30.6px; margin-top: 0.5em;\">No contexto da pesquisa sobre medita\u00e7\u00e3o, o termo \u2018inten\u00e7\u00e3o\u2019, ao inv\u00e9s de \u2018motiva\u00e7\u00e3o\u2019, \u00e9 mais frequentemente usado (p.e., Shapiro et al., 2006). Por exemplo, Shapiro (1992) sugeriu a progress\u00e3o do desenvolvimento da inten\u00e7\u00e3o a partir da autorregula\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s da autoexplora\u00e7\u00e3o para a autoliberta\u00e7\u00e3o como resultado da pr\u00e1tica de medita\u00e7\u00e3o cont\u00ednua. No quadro proposto aqui, sugere-se que fatores motivacionais precisam ser inclu\u00eddos em conjunto com fatores intencionais, principalmente como um meio de conectar este aspecto da investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica contemplativa com teorias existentes e pesquisas emp\u00edricas sobre teoria da motiva\u00e7\u00e3o em psicologia e ci\u00eancia cognitiva (p.e., similaridades e diferen\u00e7as entre teorias humanistas de motiva\u00e7\u00e3o e fatores motivacionais na tradi\u00e7\u00e3o budista tibetana do Dzogchen s\u00e3o consideradas em Dorjee, 2013).<\/li>\n<li style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 30.6px; margin-top: 0.5em;\">Aten\u00e7\u00e3o, particularmente o controle da aten\u00e7\u00e3o e metacogni\u00e7\u00e3o s\u00e3o, at\u00e9 certo ponto, processos sobrepostos (ver, por exemplo, Malinowski, 2013). Aqui eles s\u00e3o escolhidos separadamente para destacar a metacogni\u00e7\u00e3o introspectiva como um aspecto \u00fanico de autorregula\u00e7\u00e3o especificamente visado pelas pr\u00e1ticas contemplativas.<\/li>\n<li style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 30.6px; margin-top: 0.5em;\">No contexto contemplativo, a interpreta\u00e7\u00e3o do que \u00e9 considerado \u2018adaptativo\u2019 pode depender fortemente dos fatores motivacionais\/intencionais e do contexto contemplativo de uma pr\u00e1tica e, em alguns aspectos, diverge do entendimento psicol\u00f3gico padr\u00e3o em termos de adequa\u00e7\u00e3o situacional ou direcionada a um objetivo; a no\u00e7\u00e3o de condutividade do bem-estar est\u00e1 frequentemente ligada \u00e0 compreens\u00e3o espec\u00edfica da virtude e da n\u00e3o virtude dentro de um sistema contemplativo.<\/li>\n<li style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 30.6px; margin-top: 0.5em;\">No contexto do Dzogchen, o prop\u00f3sito das pr\u00e1ticas que melhoram a MSRC da mente pode ser descrito em termos de estabelecer a \u2018mente comum\u2019 para que os MEA mais avan\u00e7ados possam ser reconhecidos. Os fatores intencionais\/motivacionais e contextuais podem ser vistos como catalisadores essenciais neste processo.<\/li>\n<li style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 30.6px; margin-top: 0.5em;\">O ICS sugere que os significados implicativos est\u00e3o ligados a aspectos emocionais da experi\u00eancia, ao passo que os significados propositivos n\u00e3o est\u00e3o \u2013 uma afirma\u00e7\u00e3o um pouco controversa que n\u00e3o \u00e9 essencial aqui.<\/li>\n<li style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 30.6px; margin-top: 0.5em;\"><a style=\"transition: color 0.1s ease-in-out 0s, background-color 0.1s ease-in-out 0s; color: #13c4a5;\" href=\"http:\/\/cognitive-edge.com\/\" rel=\"nofollow\">http:\/\/cognitive-edge.com<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Baer, R. A., Smith, G. T., Lykins, E., Button, D., Krietemeyer, J., Sauer, S., et al. (2008). Construct validity of the five facet mindfulness questionnaire in meditating and nonmeditating samples.\u00a0Assessment\u00a015, 329\u2013342. doi: 10.1177\/1073191107313003<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Barnard, P. J., and Teasdale, J. D. (1991). Interacting cognitive subsystems: a systemic approach to cognitive-affective interaction and change.\u00a0Cogn. Emot.\u00a05, 1\u201339. doi: 10.1080\/02699939108411021<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Baumeister, R. F., and Heatherton, T. F. (1996). Self-regulation failure: an overview.\u00a0Psychol. Inq.\u00a07, 1\u201315. doi: 10.1207\/s15327965pli0701_1<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Bieling, P. J., Hawley, L. L., Bloch, R. T., Corcoran, K. M., Levitan, R. D., Young, L. T., et al. (2012). Treatment-specific changes in decentering following mindfulness-based cognitive therapy versus antidepressant medication or placebo for prevention of depressive relapse.\u00a0J. Consult. Clin. Psychol.\u00a080, 365\u2013372. doi: 10.1037\/a0027483<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Bishop, S. R., Lau, M., Shapiro, S., Carlson, L., Anderson, N. D., Carmody, J., et al. (2004). Mindfulness: a proposed operational definition.\u00a0Clin. Psychol. Sci. Pract.\u00a011, 230\u2013241.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Brand, S., Holsboer-Trachsler, E., Naranjo, J. R., and Schmidt, S. (2012). Influence of mindfulness practice on cortisol and sleep in long-term and short-term meditators.\u00a0Neuropsychobiology\u00a065, 109\u2013118. doi: 10.1159\/000330362<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Brewer, J. A., Elwafi, H. M., and Davis, J. H. (2013). Craving to quit: psychological models and neurobiological mechanisms of mindfulness training as treatment for addictions.\u00a0Psychol. Addict. Behav.\u00a027, 366\u2013379. doi: 10.1037\/a0028490<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Brewer, J. A., Worhunsky, P. D., Gray, J. R., Tang, Y. Y., Weber, J., and Kober, H. (2011). Meditation experience is associated with differences in default mode network activity and connectivity.\u00a0Proc. Natl. Acad. Sci. U.S.A.\u00a0108, 20254\u201320259. doi: 10.1073\/pnas.1112029108<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Carmody, J., Baer, R. A., Lb Lykins, E., and Olendzki, N. (2009). An empirical study of the mechanisms of mindfulness in a mindfulness-based stress reduction program.\u00a0J. Clin. Psychol.\u00a065, 613\u2013626. doi: 10.1002\/jclp.20579<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Christopher, M. S., Charoensuk, S., Gilbert, B. D., Neary, T. J., and Pearce, K. L. (2009). Mindfulness in Thailand and the United States: a case of apples versus oranges?\u00a0J. Clin. Psychol.\u00a065, 590\u2013612. doi: 10.1002\/jclp.20580<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Dahl, C. J., Lutz, A., and Davidson, R. J. (2015). Reconstructing and deconstructing the self: cognitive mechanisms in meditation practice.\u00a0Trends Cogn. Sci.\u00a019, 515\u2013523. doi: 10.1016\/j.tics.2015.07.001<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Dahlsgaard, K., Peterson, C., and Seligman, M. E. (2005). Shared virtue: the convergence of valued human strengths across culture and history.\u00a0Rev. Gen. Psychol.\u00a09, 203\u2013213. doi: 10.1037\/1089-2680.9.3.203<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Dalai Lama, H. H. (2000).\u00a0Dzogchen.\u00a0Ithaca, NY: Snow Lion Publications.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Davidson, R. J. (2010). Empirical explorations of mindfulness: conceptual and methodological conundrums.\u00a0Emotion\u00a010, 8\u201311. doi: 10.1037\/a0018480<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Davidson, R. J., and Kaszniak, A. W. (2015). Conceptual and methodological issues in research on mindfulness and meditation.\u00a0Am. Psychol.\u00a070, 581\u2013592. doi: 10.1037\/a0039512<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Desbordes, G., Gard, T., Hoge, E. A., H\u00f6lzel, B. K., Kerr, C., Lazar, S. W., et al. (2014). Moving beyond mindfulness: defining equanimity as an outcome measure in meditation and contemplative research.\u00a0Mindfulness\u00a06, 356\u2013372. doi: 10.1007\/s12671-013-0269-8<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Desbordes, G., and Negi, L. T. (2013). A new era for mind studies: training investigators in both scientific and contemplative methods of inquiry.\u00a0Front. Hum. Neurosci.\u00a07:741. doi: 10.3389\/fnhum.2013.00741<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Desbordes, G., Negi, L. T., Pace, T. W., Wallace, B. A., Raison, C. L., and Schwartz, E. L. (2012). Effects of mindful-attention and compassion meditation training on amygdala response to emotional stimuli in an ordinary, non-meditative state.\u00a0Front. Hum. Neurosci.\u00a06:292. doi: 10.3389\/fnhum.2012.00292<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Dorjee, D. (2010). Kinds and dimensions of mindfulness: why it is important to distinguish them.\u00a0Mindfulness\u00a01, 152\u2013160. doi: 10.1007\/s12671-010-0016-3<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Dorjee, D. (2013).\u00a0Mind, Brain and the Path to Happiness: A Guide to Buddhist Mind Training and the Neuroscience of Meditation. Abingdon: Routledge.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Dorjee, D., Lally, N., Darrall-Rew, J., and Thierry, G. (2015). Dispositional mindfulness and semantic integration of emotional words: evidence from event-related brain potentials.\u00a0Neurosci. Res.\u00a097, 45\u201351. doi: 10.1016\/j.neures.2015.03.002<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Dor-Ziderman, Y., Ataria, Y., Fulder, S., Goldstein, A., and Berkovich-Ohana, A. (2016). Self-specific processing in the meditating brain: a MEG neurophenomenology study.\u00a0Neurosci. Conscious.\u00a02016:niw019. doi: 10.1093\/nc\/niw019<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Dreyfus, G. (2002). \u201cIs compassion an emotion? A cross-cultural exploration of mental typologies,\u201d in\u00a0Visions of Compassion: Western Scientists and Tibetan Buddhists Examine Human Nature, eds R. J. Davidson and A. Harrington (Oxford: Oxford University Press), 31\u201345.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Dunne, J. (2012). Mindfulness and cognition from the perspective of buddhist scholarship.\u00a0Paper presented at International Symposia for Contemplative Studies, Denver, CO.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Eddy, M. D., Bruny\u00e9, T. T., Tower-Richardi, S., Mahoney, C. R., and Taylor, H. A. (2015). The effect of a brief mindfulness induction on processing of emotional images: an ERP study.\u00a0Front. Psychol.\u00a06:1391. doi: 10.3389\/fpsyg.2015.01391<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Farb, N. A., Anderson, A. K., Mayberg, H., Bean, J., McKeon, D., and Segal, Z. V. (2010). Minding one\u2019s emotions: mindfulness training alters the neural expression of sadness.\u00a0Emotion\u00a010, 25\u201333. doi: 10.1037\/a0017151<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Farb, N. A., Segal, Z. V., Mayberg, H., Bean, J., McKeon, D., Fatima, Z., et al. (2007). Attending to the present: mindfulness meditation reveals distinct neural modes of self-reference.\u00a0Soc. Cogn. Affect. Neurosci.\u00a02, 313\u2013322. doi: 10.1093\/scan\/nsm030<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Fresco, D. M., Segal, Z. V., Buis, T., and Kennedy, S. (2007). Relationship of posttreatment decentering and cognitive reactivity to relapse in major depression.\u00a0J. Consult. Clin. Psychol.\u00a075, 447\u2013455. doi: 10.1037\/0022-006X.75.3.447<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Gampopa, J. (1998).\u00a0The Jewel Ornament of Liberation, trans. K. K. G. Rinpoche. Ithaca, NY: Snow Lion.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Garland, E. L., Farb, N. A., Goldin, P. R., and Fredrickson, B. L. (2015). The mindfulness-to-meaning theory: extensions, applications, and challenges at the attention\u2013appraisal\u2013emotion interface.\u00a0Psychol. Inq.\u00a026, 377\u2013387. doi: 10.1080\/1047840X.2015.1092493<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Gross, J. J., and Thompson, R. A. (2007). \u201cEmotion regulation: conceptual foundations,\u201d in\u00a0Handbook of Emotion Regulation, ed. J. J. Gross (New York, NY: Guilford Press), 3\u201324.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Gyaltrul, R., and Wallace, B. A. (1998).\u00a0Natural Liberation: Padmasambhava\u2019s Teachings on the Six Bardos. New York, NY: Simon and Schuster.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Hofmann, S. G., Grossman, P., and Hinton, D. E. (2011). Loving-kindness and compassion meditation: potential for psychological interventions.\u00a0Clin. Psychol. Rev.\u00a031, 1126\u20131132. doi: 10.1016\/j.cpr.2011.07.003<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Hofmann, W., Schmeichel, B. J., and Baddeley, A. D. (2012). Executive functions and self-regulation.\u00a0Trends Cogn. Sci.\u00a016, 174\u2013180. doi: 10.1016\/j.tics.2012.01.006<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Hoge, E. A., Bui, E., Goetter, E., Robinaugh, D. J., Ojserkis, R. A., Fresco, D. M., et al. (2015). Change in decentering mediates improvement in anxiety in mindfulness-based stress reduction for generalized anxiety disorder.\u00a0Cogn. Ther.\u00a0Res.39, 228\u2013235. doi: 10.1007\/s10608-014-9646-4<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">H\u00f6lzel, B. K., Lazar, S. W., Gard, T., Schuman-Olivier, Z., Vago, D. R., and Ott, U. (2011). How does mindfulness meditation work? Proposing mechanisms of action from a conceptual and neural perspective.\u00a0Perspect. Psychol. Sci.\u00a06, 537\u2013559. doi: 10.1177\/1745691611419671<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Jankowski, T., and Holas, P. (2014). Metacognitive model of mindfulness.\u00a0Conscious. Cogn.\u00a028, 64\u201380. doi: 10.1016\/j.concog.2014.06.005<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Josipovic, Z. (2010). Duality and nonduality in meditation research.\u00a0Conscious. Cogn.\u00a019, 1119\u20131121. doi: 10.1016\/j.concog.2010.03.016<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Josipovic, Z. (2014). Neural correlates of nondual awareness in meditation.\u00a0Ann. N. Y. Acad. Sci.\u00a01307, 9\u201318. doi: 10.1111\/nyas.12261<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Kabat-Zinn, J. (2003). Mindfulness-based interventions in context: past, present, and future.\u00a0Clin. Psychol. Sci. Pract.\u00a010, 144\u2013156.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Kozhevnikov, M., Louchakova, O., Josipovic, Z., and Motes, M. A. (2009). The enhancement of visuospatial processing efficiency through Buddhist deity meditation.\u00a0Psychol. Sci.\u00a020, 645\u2013653. doi: 10.1111\/j.1467-9280.2009.02345.x<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Krygier, J. R., Heathers, J. A., Shahrestani, S., Abbott, M., Gross, J. J., and Kemp, A. H. (2013). Mindfulness meditation, well-being, and heart rate variability: a preliminary investigation into the impact of intensive Vipassana meditation.\u00a0Int. J. Psychophysiol.\u00a089, 305\u2013313. doi: 10.1016\/j.ijpsycho.2013.06.017<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Lutz, A. (2002). Toward a neurophenomenology as an account of generative passages: a first empirical case study.\u00a0Phenomenol. Cogn. Sci.\u00a01, 133\u2013167. doi: 10.1023\/A:1020320221083<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Lutz, A., Jha, A. P., Dunne, J. D., and Saron, C. D. (2015). Investigating the phenomenological matrix of mindfulness-related practices from a neurocognitive perspective.\u00a0Am. Psychol.\u00a070, 632\u2013658. doi: 10.1037\/a0039585<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Lutz, A., Slagter, H. A., Dunne, J. D., and Davidson, R. J. (2008). Attention regulation and monitoring in meditation.\u00a0Trends Cogn. Sci.\u00a012, 163\u2013169. doi: 10.1016\/j.tics.2008.01.005<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Lutz, J., Br\u00fchl, A. B., Doerig, N., Scheerer, H., Achermann, R., Weibel, A., et al. (2016). Altered processing of self-related emotional stimuli in mindfulness meditators.\u00a0Neuroimage\u00a0124, 958\u2013967. doi: 10.1016\/j.neuroimage.2015.09.057<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Malinowski, P. (2013). Neural mechanisms of attentional control in mindfulness meditation.\u00a0Front. Neurosci.\u00a07:8. doi: 10.3389\/fnins.2013.00008<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Malinowski, P., Moore, A. W., Mead, B. R., and Gruber, T. (2015). Mindful aging: the effects of regular brief mindfulness practice on electrophysiological markers of cognitive and affective processing in older adults.\u00a0Mindfulness\u00a06, 1\u201317.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Nash, J. D., Newberg, M. D., and Andrew, B. (2013). Toward a unifying taxonomy and definition for meditation.\u00a0Front. Psychol.\u00a04:806. doi: 10.3389\/fpsyg.2013.00806<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Nielsen, L., and Kaszniak, A. W. (2007). \u201cConceptual, theoretical, and methodological issues in inferring subjective emotion experience: recommendations for researchers,\u201d in\u00a0Handbook of Emotion: Elicitation and Assessment, eds J. J. B. Allen and J. Coan (New York, NY: Oxford University Press), 361\u2013378.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Northoff, G., Heinzel, A., De Greck, M., Bermpohl, F., Dobrowolny, H., and Panksepp, J. (2006). Self-referential processing in our brain\u2014a meta-analysis of imaging studies on the self.\u00a0Neuroimage\u00a031, 440\u2013457. doi: 10.1016\/j.neuroimage.2005.12.002<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">O\u2019Leary, K., O\u2019Neill, S., and Dockray, S. (2015). A systematic review of the effects of mindfulness interventions on cortisol.\u00a0J. Health Psychol.\u00a021, 2108\u20132121. doi: 10.1177\/1359105315569095<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Olendzki, A. (2008). The real practice of mindfulness.\u00a0Buddhadharma Practitioners Q.\u00a07, 50\u201357.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Pace, T. W., Negi, L. T., Adame, D. D., Cole, S. P., Sivilli, T. I., Brown, T. D., et al. (2009). Effect of compassion meditation on neuroendocrine, innate immune and behavioral responses to psychosocial stress.\u00a0Psychoneuroendocrinology\u00a034, 87\u201398. doi: 10.1016\/j.psyneuen.2008.08.011<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Padmasambhava (2007).\u00a0White Lotus.\u00a0London: Shambhala.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Pagnoni, G., Cekic, M., and Guo, Y. (2008). \u201cThinking about not-thinking\u201d: neural correlates of conceptual processing during Zen meditation.\u00a0PLoS ONE\u00a03:e3083. doi: 10.1371\/journal.pone.0003083<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Raichle, M. E., MacLeod, A. M., Snyder, A. Z., Powers, W. J., Gusnard, D. A., and Shulman, G. L. (2001). A default mode of brain function.\u00a0Proc. Natl. Acad. Sci. U.S.A.\u00a098, 676\u2013682. doi: 10.1073\/pnas.98.2.676<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Raichle, M. E., and Snyder, A. Z. (2007). A default mode of brain function: a brief history of an evolving idea.\u00a0Neuroimage37, 1083\u20131090. doi: 10.1016\/j.neuroimage.2007.02.041<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Rosch, E. (2007). More than mindfulness: when you have a tiger by the tail, let it eat you.\u00a0Psychol. Inq.\u00a018, 258\u2013264. doi: 10.1080\/10478400701598371<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Schooler, J. W. (2002). Re-representing consciousness: dissociations between experience and meta-consciousness.\u00a0Trends Cogn. Sci.\u00a06, 339\u2013344. doi: 10.1016\/S1364-6613(02)01949-6<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Shapiro, D. H. (1992). A preliminary study of long term meditators: goals, effects, religious orientation, cognitions.\u00a0J. Transpersonal Psychol.\u00a024, 23\u201339.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Shapiro, S. L., Carlson, L. E., Astin, J. A., and Freedman, B. (2006). Mechanisms of mindfulness.\u00a0J. Clin. Psychol.\u00a062, 373\u2013386. doi: 10.1002\/jclp.20237<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Tang, Y. Y., H\u00f6lzel, B. K., and Posner, M. I. (2015). The neuroscience of mindfulness meditation.\u00a0Nat. Rev. Neurosci.\u00a016, 213\u2013225. doi: 10.1038\/nrn3916<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Tang, Y. Y., Ma, Y., Fan, Y., Feng, H., Wang, J., Feng, S., et al. (2009). Central and autonomic nervous system interaction is altered by short-term meditation.\u00a0Proc. Natl. Acad. Sci. U.S.A.\u00a0106, 8865\u20138870. doi: 10.1073\/pnas.0904031106<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Taylor, V. A., Daneault, V., Grant, J., Scavone, G., Breton, E., Roffe-Vidal, S., et al. (2013). Impact of meditation training on the default mode network during a restful state.\u00a0Soc. Cogn. Affect. Neurosci.\u00a08, 4\u201314. doi: 10.1093\/scan\/nsr087<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Taylor, V. A., Grant, J., Daneault, V., Scavone, G., Breton, E., Roffe-Vidal, S., et al. (2011). Impact of mindfulness on the neural responses to emotional pictures in experienced and beginner meditators.\u00a0Neuroimage\u00a057, 1524\u20131533. doi: 10.1016\/j.neuroimage.2011.06.001<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Teasdale, J. D. (1999). Metacognition, mindfulness and the modification of mood disorders.\u00a0Clin. Psychol. Psychother.\u00a06, 146\u2013155. doi: 10.1002\/(SICI)1099-0879(199905)6:2&lt;146::AID-CPP195&gt;3.0.CO;2-E<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Teasdale, J. D., Moore, R. G., Hayhurst, H., Pope, M., Williams, S., and Segal, Z. V. (2002). Metacognitive awareness and prevention of relapse in depression: empirical evidence.\u00a0J. Consult. Clin. Psychol.\u00a070, 275\u2013287. doi: 10.1037\/0022-006X.70.2.275<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Teasdale, J. D., Segal, Z., and Williams, J. M. G. (1995). How does cognitive therapy prevent depressive relapse and why should attentional control (mindfulness) training help?\u00a0Behav. Res. Ther.\u00a033, 25\u201339. doi: 10.1016\/0005-7967(94)E0011-7<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Thera, N. (1998).\u00a0Abhidhamma Studies: Buddhist Explorations of Consciousness and Time, 4th Edn. Boston, MA: Wisdom Publications.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Travis, F., and Shear, J. (2010). Focused attention, open monitoring and automatic self-transcending: categories to organize meditations from Vedic, Buddhist and Chinese traditions.\u00a0Conscious. Cogn.\u00a019, 1110\u20131118. doi: 10.1016\/j.concog.2010.01.007<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Vago, D. R., and Silbersweig, A. M. D. (2012). Self-awareness, self-regulation, and self-transcendence (S-ART): a framework for understanding the neurobiological mechanisms of mindfulness.\u00a0Front. Hum. Neurosci.\u00a06:296. doi: 10.3389\/fnhum.2012.00296<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Varela, F. J. (1996). Neurophenomenology: a methodological remedy for the hard problem.\u00a0J. Conscious. Stud.\u00a03, 330\u2013349.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Varela, F. J., Thompson, E., and Rosch, E. (1991).\u00a0The Embodied Mind: Cognitive Science and Human Experience.Cambridge, MA: MIT Press.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Wallace, B. A. (1999a). The Buddhist tradition of Samatha: methods for refining and examining consciousness.\u00a0J. Conscious. Stud.\u00a06, 175\u2013187.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Wallace, B. A. (1999b).\u00a0The Four Immeasurables: Cultivating a Boundless Heart.\u00a0Ithaca, NY: Snow Lion Publications.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Wallace, B. A. (2011).\u00a0Stilling the Mind: Shamatha Teachings from Dudjom Lingpa\u2019s Vajra Essence.\u00a0Boston, MA: Wisdom Publications.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Warren, F. C., Kuyken, W., Taylor, R. S., Whalley, B., Crane, C., Bondolfi, G., et al. (2016). Efficacy and moderators of mindfulness-based cognitive therapy in prevention of depressive relapse: an individual patient data meta-analysis from randomized trials.\u00a0JAMA Psychiatry\u00a073, 565\u2013574. doi: 10.1001\/jamapsychiatry.2016.0076<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Williams, J. M. G., Crane, C., Barnhofer, T., Brennan, K., Duggan, D. S., Fennell, M. J., et al. (2014). Mindfulness-based cognitive therapy for preventing relapse in recurrent depression: a randomized dismantling trial.\u00a0J. Consult. Clin.\u00a0Psychol.82, 275\u2013286. doi: 10.1037\/a0035036<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Williams, J. M. G., and Kabat-Zinn, J. (2013).\u00a0Mindfulness: Diverse perspectives on Its Meaning, Origins and Applications.\u00a0London: Routledge.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">==========<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Palavras-chave\u00a0<\/strong>: ci\u00eancia contemplativa, medita\u00e7\u00e3o, neuroci\u00eancia,\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">mindfulness<\/em>, mecanismos, defini\u00e7\u00e3o, autorregula\u00e7\u00e3o, consci\u00eancia<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Cita\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Dorjee D (2016) Definindo a Ci\u00eancia Contemplativa: A Capacidade Autorreguladora Metacognitiva da Mente, o Contexto da Pr\u00e1tica da Medita\u00e7\u00e3o e os Modos da Consci\u00eancia Existencial.\u00a0<em style=\"border: 0px; font-family: inherit; line-height: 1;\">Front. Psychol.<\/em>\u00a017: 1788. doi: 10.3389\/fpsyg.2016.01788<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Recebido:\u00a0<\/strong>7 de junho de 2016;\u00a0<strong>Aceito:\u00a0<\/strong>31 de outubro de 2016;\u00a0<strong>Publicado:\u00a0<\/strong>17 de novembro de 2016<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Editado por:\u00a0<strong>Narayanan Srinivasan\u00a0<\/strong>Universidade de Allahabad, \u00cdndia<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Revisado por:\u00a0<strong>Peter Malinowski\u00a0<\/strong>Universidade de Liverpool John Moores, Reino Unido;\u00a0<strong>Gaelle Desbordes\u00a0<\/strong>Hospital Geral de Massachusetts, EUA;\u00a0<strong>Sucharit Katyal\u00a0<\/strong>, UC Davis Medical Center, EUA<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>Direito autoral\u00a0<\/strong>\u00a9 2016 Dorjee. Este \u00e9 um artigo de acesso aberto, distribu\u00eddo sob os termos do\u00a0<strong>Licen\u00e7a Creative Commons Attribution (CC BY)\u00a0<\/strong>. O uso, distribui\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o em outros f\u00f3runs \u00e9 permitido, desde que o (s) autor (es) original (is) ou licenciado (s) sejam creditados e que a publica\u00e7\u00e3o original desta revista seja citada, de acordo com a pr\u00e1tica acad\u00eamica aceita. N\u00e3o \u00e9 permitida a utiliza\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o que n\u00e3o esteja em conformidade com estes termos.<\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\"><strong>*Correspond\u00eancia:\u00a0<\/strong>Dusana Dorjee,\u00a0<strong>d.dorjee@bangor.ac.uk<\/strong><\/p>\n<p style=\"border: 0px; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 18px; line-height: 32.4px; margin-bottom: 1.1em; overflow-wrap: break-word; color: #444444; text-align: justify;\">Fonte: Frontiers in Psychology, 17, Hypothesis and Theory Article, November 2016.\u00a0<a style=\"transition: color 0.1s ease-in-out 0s, background-color 0.1s ease-in-out 0s; color: #13c4a5;\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.3389\/fpsyg.2016.01788\" rel=\"nofollow\">https:\/\/doi.org\/10.3389\/fpsyg.2016.01788<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><!--vcv no format--><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Definindo a Ci\u00eancia Contemplativa: A Capacidade Autorreguladora Metacognitiva da Mente, o Contexto de Pr\u00e1tica de Medita\u00e7\u00e3o e Modos de Consci\u00eancia Existencial DUSANA DORJEE. School of &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Definindo a Ci\u00eancia Contemplativa<\/span> Leia mais \u00bb<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8048,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"","site-content-layout":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[6,9],"class_list":["post-8043","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-ciencia-contemplativa","tag-dusana-dorjee"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.6.1 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Definindo a Ci\u00eancia Contemplativa - Ci\u00eancia Contemplativa<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Definindo a Ci\u00eancia Contemplativa - Ci\u00eancia Contemplativa\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Definindo a Ci\u00eancia Contemplativa: A Capacidade Autorreguladora Metacognitiva da Mente, o Contexto de Pr\u00e1tica de Medita\u00e7\u00e3o e Modos de Consci\u00eancia Existencial DUSANA DORJEE. School of &hellip; Definindo a Ci\u00eancia Contemplativa Leia mais \u00bb\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ci\u00eancia Contemplativa\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2020-02-11T23:57:58+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"CienciaContemplativa\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"CienciaContemplativa\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"58 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/\"},\"author\":{\"name\":\"CienciaContemplativa\",\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#\/schema\/person\/5e027a517b89f2728c19310e08ce33b1\"},\"headline\":\"Definindo a Ci\u00eancia Contemplativa\",\"datePublished\":\"2020-02-11T23:57:58+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/\"},\"wordCount\":14876,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"\",\"keywords\":[\"ci\u00eancia contemplativa\",\"Dusana Dorjee\"],\"articleSection\":[\"Artigos\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/\",\"url\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/\",\"name\":\"Definindo a Ci\u00eancia Contemplativa - Ci\u00eancia Contemplativa\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"\",\"datePublished\":\"2020-02-11T23:57:58+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/#primaryimage\",\"url\":\"\",\"contentUrl\":\"\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Definindo a Ci\u00eancia Contemplativa\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#website\",\"url\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/\",\"name\":\"Ci\u00eancia Contemplativa\",\"description\":\"Instituto de Ci&ecirc;ncias Contemplativas do Brasil\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#organization\",\"name\":\"Ci\u00eancia Contemplativa\",\"url\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/logo-icc-180x180-1.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/logo-icc-180x180-1.png\",\"width\":178,\"height\":180,\"caption\":\"Ci\u00eancia Contemplativa\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#\/schema\/logo\/image\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#\/schema\/person\/5e027a517b89f2728c19310e08ce33b1\",\"name\":\"CienciaContemplativa\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"CienciaContemplativa\"},\"url\":\"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/author\/cienciacontemplativa\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Definindo a Ci\u00eancia Contemplativa - Ci\u00eancia Contemplativa","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"Definindo a Ci\u00eancia Contemplativa - Ci\u00eancia Contemplativa","og_description":"Definindo a Ci\u00eancia Contemplativa: A Capacidade Autorreguladora Metacognitiva da Mente, o Contexto de Pr\u00e1tica de Medita\u00e7\u00e3o e Modos de Consci\u00eancia Existencial DUSANA DORJEE. School of &hellip; Definindo a Ci\u00eancia Contemplativa Leia mais \u00bb","og_url":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/","og_site_name":"Ci\u00eancia Contemplativa","article_published_time":"2020-02-11T23:57:58+00:00","author":"CienciaContemplativa","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"CienciaContemplativa","Tempo estimado de leitura":"58 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/"},"author":{"name":"CienciaContemplativa","@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#\/schema\/person\/5e027a517b89f2728c19310e08ce33b1"},"headline":"Definindo a Ci\u00eancia Contemplativa","datePublished":"2020-02-11T23:57:58+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/"},"wordCount":14876,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"","keywords":["ci\u00eancia contemplativa","Dusana Dorjee"],"articleSection":["Artigos"],"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/","url":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/","name":"Definindo a Ci\u00eancia Contemplativa - Ci\u00eancia Contemplativa","isPartOf":{"@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"","datePublished":"2020-02-11T23:57:58+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/#primaryimage","url":"","contentUrl":""},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/2020\/02\/11\/definindo-a-ciencia-contemplativa\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Definindo a Ci\u00eancia Contemplativa"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#website","url":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/","name":"Ci\u00eancia Contemplativa","description":"Instituto de Ci&ecirc;ncias Contemplativas do Brasil","publisher":{"@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#organization","name":"Ci\u00eancia Contemplativa","url":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/logo-icc-180x180-1.png","contentUrl":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/logo-icc-180x180-1.png","width":178,"height":180,"caption":"Ci\u00eancia Contemplativa"},"image":{"@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/#\/schema\/person\/5e027a517b89f2728c19310e08ce33b1","name":"CienciaContemplativa","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/?s=96&d=mm&r=g","caption":"CienciaContemplativa"},"url":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/author\/cienciacontemplativa\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8043","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8043"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8043\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8043"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8043"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cienciacontemplativa.org\/icc\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8043"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}